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História
O Ypiranga Clube surgiu em 15 de maio de
1963, fruto do idealismo dos jovens integrantes da extinta e
saudosa Juventude Oratoriana do Trem (JOT), movimento que pertencia
à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição. Por influência e
preposição do Padre Vitório Galliani, adota as cores azul e preta,
as mesmas da Internacional de Milão, seu clube de coração na
Itália.
A figura da “Torre” da Igreja de Nossa Senhora da
Conceição no Bairro do Trem, é o principal símbolo do Clube, razão
porque é chamado pelos desportistas de o “Clube da
Torre” e de “Negro Anil”.
O Dr. Guaracy Freitas, foi o primeiro Presidente e o saudoso padre
Vitório Galliani o seu eterno Patrono, num tributo por tudo que
representou para os integrantes da “Família
Ypiranguista”.
Padre Vitório Galliani além de Vigário da Paróquia de Nossa Senhora
da Conceição e um dos Assistentes Espirituais da JOT, foi um grande
incentivador para a Fundação do Clube. Emergia assim, o Ypiranga
Clube no cenário esportivo
do então Território Federal do Amapá.
Como seu principal objetivo, além da competição esportiva,
os jovens atletas integrantes de suas equipes tinham a orientação
de exercer em comportamento cristão perante aos seus adversários,
mesmo na luta por uma vitória, se revestindo, também, em mais uma
opção de lazer aos jovens da JOT.
Primeiras disputas
Logo no ano da sua fundação, o Ypiranga era filiado a então
Federação Amapaense de Desportos, que na época tinha a
responsabilidade de coordenar os esportes amadores no Território.
No ano seguinte, em 1964, o YPIRANGA CLUBE disputava sua primeira
competição oficial, participado do Campeonato Amapaense de Futebol
Amador da Segunda Divisão.
Primeiro título
Já nesse ano, o Clube conquistava o título da competição, sob o
comando técnico do saudoso Francisco Sales de Lima, o
“Chicão” como era mais conhecido, e que durante muitos
anos militou na Crônica Esportiva Amapaense.
A Equipe Campeã, que jogou e venceu no Estádio Augusto Antunes a
Equipe do Independente por 6x3, numa memorável decisão, formou com:
Manguinha, Lindoval, Barata, Guaracy e Suzico, Adauto e Ary,
Peninha, Artur, Narciso e Almeida. Ainda participaram do elenco, os
atletas: Elcio, Horácio, Otílio, Gadelha, Lery, Trombone, Tônati e
Sabá Balieiro, Joaquim Neto. Com esta conquista, a equipe
Ypiranguista ascendia à Primeira Divisão do Futebol Amapaense, em
1965. Em 1971, conquistava mais um título de futebol, desta feita,
na categoria Juvenil.
O desligamento da Paróquia
Em meados do ano de 1974, em razão de reformas introduzidas da
atuação da Igreja Católica, que passava a trabalhar em Comunidades
de Base, era extinta a Juventude Oratoriana do Trem (JOT) e
conseqüentemente, o Ypiranga era obrigado a deixar o convívio da
Paróquia de Nossa Senhora da Conceição. Este fato veio a contribuir
para que o Clube passasse por uma das mais difíceis fases de sua
história. A época em que se deu o afastamento do Clube da Paróquia
de Nossa Senhora da Conceição, seu presidente era o jovem Albertino
Melo, hoje, um dos seus Conselheiros Grande Benemérito. Para
minimizar a situação, o desportista e Diretor à época, Hermenegildo
Gomes da Lima, pôs à disposição do Clube, a sua residência, que por
algum tempo, passou a ser o ponto de encontro dos Ypiranguistas,
tanto para reuniões de trabalho, como até mesmo para lazer.
No ano seguinte, através de entendimento mantidos com o Senhor
Sandoval, a Diretoria do Clube conseguia o imóvel da então
Associação Operatória do Bairro do Trem, onde hoje funciona a Sede
dos Aposentados e Pensionistas do Governo do Estado. Após as
introduções de algumas adaptações, passava, então, a funcionar como
Sede Provisória do Clube.
O título de 1976
Há 08 de dezembro de 1976, coincidentemente, no dia em que se
comemora sua Padroeira, Nossa Senhora da Conceição, o YPIRANGA
conquistava o mais importante título de sua história, até então,
sagrando-se campeão Amapaense de Futebol da Primeira Divisão ao
empatar com o Santana pelo escore de 0x0, num jogo realizado no
Estádio Municipal Glicério de Souza Marques. Pelas principais ruas
e avenidas do Bairro do Trem, foi só festa da grande e apaixonada
torcida Negro-Anil, que tinha como pontos convergentes, a Sede
provisória do Clube na Avenida Henrique Galúcio e o “Pau do
Pecado” que ficava na Av. Eliezer Levy com a Jovino
Dinoá.
No comando técnico da Equipe Campeã Amapaense, figurava o
desportista Lourival Lima, o popular “Chibé”. Na
direção de futebol, Valdemar Vilena e na Presidência Pedro Assis de
Azevedo, ambos, hoje, Conselheiros Grande Beneméritos do
Clube.
Nessa conquista a formação do “Clube da Torre” foi a
seguinte: Emanuel, Buiuna, Damasceno, Waldir e Pitéo, Duranil e
Dival, Ananízio, Tadeu, Jason e Dilermano. Ainda participaram dessa
conquista, os atletas: Odival, Paulo César, Bolinha, Orlandino,
João Oliveira, Padeirinho Dewson e Nena.
Na qualidade de Campeão da Cidade, o YPIRANGA ganhava o direito de
representar o ex-território federal do Amapá, juntamente com o São
José, no Copão da Amazônia, em 1977, que foi em Macapá.
Rebaixamento e os anos de profissionalismo
Em 1986, por não ter realizado um bom Campeonato, o clube amargava
um rebaixamento à Segunda Divisão, ganhando o direito de regressar
logo em seguida, por haver conquistado o título dessa
divisão.
Na gestão do Conselheiro Grande Benemérito Humberto Santos, apoiado
por outros Ypiranguistas como: Manoel Colares, Uberaldo Figueiredo,
entre outros, foi edificada a primeira Sede do Clube, que por
muitos anos abrigou os Ypiranguistas. Em 1991, com a sua
implantação no Estado do Amapá, o YPIRANGA sob a Presidência do
Conselheiro Grande Benemérito Luiz Góes, passava a praticar o
futebol profissional, tendo marcante participação no seu primeiro
campeonato, figurando ao final, entre os seus três (03) primeiros
colocados.
Em 1992, após quinze anos, o “Clube da Torre”, sob a
Presidência do Empresário Fernando Costa, conquistava o Primeiro
título profissional na sua história, em memorável decisão com o seu
rival de bairro, o Trem Desportivo Clube.
Como ponto relevante dessa decisão, o atacante Miranda, camisa 9 do
clube, teve um dos gols mostrado para todo o Brasil, pela Rede
Globo de Televisão, por ter sido escolhido o “Gol
Fantástico”. A equipe base do Ypiranga em 1992, foi a
seguinte: Maurício, Zé Preta, Ponga, Cid e Neirivaldo, Edgar,
Edvaldo e Serginho, Tiaguinho, Miranda e Jorginho Macapá, tendo no
comando técnico, o extrovertido, Dario, o Dadá Maravilha, tri
campeão mundial pela Seleção Brasileira, em 1970.
É importante ressaltar que no futebol profissional do estado do
Amapá, o Ypiranga é o clube que tem a melhor performance, com a
conquista de 7 (sete) títulos de 12 (doze) disputados, levando-se
em consideração que em 1995, o Ypiranga ficou fora do certame e em
1996, não houve campeonato.
Além do título de 1992, o Clube da Torre foi o campeão de 1994, sob
a presidência do desportista Jorge Barata Xerfan e a direção
técnica do desportista Benedito Silva (o Maranhão). Voltaria a ser
campeão em 1997, tendo na sua presidência, o desportista Hildon
Moraes de Azevedo e o comando técnico ainda do Benedito Silva (o
Maranhão). O Ypiranga voltaria a ganhar mais um campeonato de
futebol profissional em 1999, tendo na sua presidência o
desportista João Bosco Alfaia, e como seu técnico, o ex-atleta do
clube, campeão de 1976, Jason Rodrigues, que repetiram o feito em
2002 e 2003, este ultimo sobre o comando do Prof. Ovidio Neto. Em
2004 o Negro-Anil conquistaria o seu sétimo título profissional e
seu primeiro tri-campeonato, tendo na presidência Orlando Santana e
no comando técnico Ricardo Oliveira.
No decorrer dos seus 42 anos de existência, vários foram os
desportistas que passaram pela existência do clube, cada um, com
sua parcela de contribuição na Vida Sócio-esportiva do
Ypiranga.
O primeiro presidente do Clube foi Guaracy Freitas, em seguida
vieram: Narciso Farripas, Manoel Colares, Joaquim Neto, Albertino
Melo, Pedro Assis, Humberto Santos, Uberaldo Figueiredo, Evaldo
Juarez, José Maria Lima, João Chaves, Neemias Dilermano, Raimundo
Espíndola, Valdemar Vilena, Luís Góes, que iniciou a era
profissional do Clube, vindo em seguida, Fernando Costa, Jorge
Xerfan, Hildon Moraes, José Pereira Sacramento (o carioca),João
Bosco Alfaia, Orlando Santana e Deusimar Alves de Oliveira.
É importante lembrarmos e reverenciar grandes ypiranguistas já
falecidos, que têm seus nomes indelevelmente registrados na
história do clube. Lembramos inicialmente dos Padres Vitório
Galliani, patrono do Clube da Torre e Luiz de David. Sr. Dário
Lima, destacado como grande incentivador e organizador do futebol
da garotada integrante da paróquia de Nossa Senhora da Conceição.
Lembramos dos Saudosos atletas Emanuel (o mais eclético da história
do clube), Aragão, Dival e Ary. João Nascimento de Araújo, no Tênis
de Mesa. João Simões Nobre – o careca –, maratonista e
atleta de futebol de salão. Outro nome merecedor de destaque é o de
Valdênio Vanderley (o Guachelo) primeiro chefe de torcida
organizada do Clube. Também reverenciamos o nome de Francisco
Corrêa, Luiz Azarias e Rosival Souza (o bonde), primeiro técnico da
equipe de futebol do Ypiranga. |
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