Home Data de criação : 09/04/18 Última atualização : 09/10/21 12:43 / 1157 Artigos publicados
 

ossos / sistema esquelético

JOELHO: LESÕES, PRINCIPAIS FORMAS DE TRATAMENTO E PREVENÇÃO  (ossos / sistema esquelético) escrito em sexta 01 maio 2009 18:54

ImageO joelho é uma das maiores articulações do corpo humano e também uma das que mais sofre lesões. Essa articulação é formada pela extremidade distal do fêmur, extremidade proximal da tíbia, patela, ligamentos, meniscos e tendões de músculos que o cruzam. O joelho pode ser lesionado de várias formas por ser muito vulnerável ao trauma direto (pancadas) ou indireto (entorse), além de ser lesionado principalmente pelo excesso de uso ou uso inadequado (regiões condrais e tendíneas são as mais acometidas).

Nos Estados Unidos e Canadá mais de 4 milhões de pessoas necessitam, anualmente, de tratamento médico para as patologias do joelho. As lesões no joelho são muito comuns no meio esportivo. Atletas das modalidades que possuem corridas e/ou saltos, geralmente se queixam de dores em algum estágio de suas vidas competitivas, muitas vezes tendo que abandonar o esporte. Os atletas recreativos ou mesmo praticantes de academias, também são acometidos a estas lesões. Praticamente todas as estruturas do joelho podem ser lesionadas, neste texto daremos enfoque às lesões mais comuns: Lesões ligamentares (distensões), tendinite patelar, condromalácia patelar e lesões dos meniscos.

Lesões ligamentares

Existem quatro grandes ligamentos no joelho: Ligamento Cruzado Anterior (LCA), Ligamento Cruzado Posterior (LCP), Ligamento Colateral Medial (LCM) e Ligamento Colateral Lateral (LCL). Dentre os quais a maior incidência de lesões ocorre no LCA e no LCM. O joelho é estável em extensão, passível de rotação axial (quando flexionado), fazendo com que essa articulação seja menos estável na flexão. Quanto às lesões, o estiramento dos ligamentos é uma das mais comuns nos tecidos moles do joelho, podendo ser classificado como:

1º Grau - Leve estiramento, com pequena tumefação e sem perda da estabilidade. Neste caso o ligamento permanece íntegro e após o trauma o indivíduo consegue andar. A dor acontece somente no movimento e, em alguns casos, ao toque.

2º Grau - Estiramento de cerca de 50% das fibras, presença de sinais flogísticos, com grande dificuldade de movimentos, sendo a estabilidade preservada na maioria dos casos.

3º Grau - Estiramento de cerca de 75% das fibras, com presença de hematoma acentuado e perda da estabilidade, com diástese de 10mm.

4º Grau - Ruptura ligamentar total ou avulsão, com rompimento da cápsula e possível ruptura meniscal que consiste em uma lesão grave.

Distensão do ligamento cruzado anterior (LCA)

A ruptura isolada do LCA pode acontecer, porém geralmente, é mais comum que esse ligamento seja danificado junto com outros ligamentos e/ou cornos posteriores de menisco. O mecanismo básico da lesão do LCA envolve a hiperextensão do joelho, como por exemplo, um golpe direto na parte frontal do fêmur com o pé fixo no chão. O LCA também se distende em atividades que exigem mudanças rápidas de direção como no futebol, handebol e basquete (momento da “finta” ou em freadas rápidas, arrancadas) e em esportes de salto quando não acontece uma aterrissagem firme. Durante a reabilitação deve-se evitar alongamentos agressivos dos isquiotibiais e os exercícios devem ser executados inicialmente com os joelhos ligeiramente flexionados.

Os exercícios de cadeia cinética fechada são mais indicados. O fortalecimento dos isquiotibias é de suma importância, uma vez que eles ajudam na estabilização do joelho. Atualmente a reabilitação desse tipo de lesão tem sido feita utilizando o agachamento como principal exercício, pois durante sua execução não existe forças tensionais significativas no LCA. Isso se deve em parte pela moderada ativação dos isquiotibiais que ajudam a aliviar a tensão no LCA devido ao mecanismo de co-contração (ESCAMILLA, 2001).

O interessante é que à medida que aumenta-se o ângulo de flexão de joelhos aumenta-se a contração dos isquiotibiais, fazendo com que o agachamento profundo possa ser utilizado em estágios mais avançados de recuperação. A frouxidão ligamentar do LCA lesionado pode ser controlado em exercício de cadeia cinética fechada (ECCF) mas, não em exercício de cadeia cinética aberta (ECCA) (KVIST & GILLQUIST, 2001). Durante o agachamento a maior compressão no LCA acorre nos ângulos menores que 50 graus (TOUTOUNGI et al, 2000).

Distensão do ligamento colateral medial (LCM)

Uma das lesões mais comuns no esporte. Geralmente é resultante de uma força externa direcionada ao aspecto lateral do joelho, ou seja, ocorre muitas vezes por trauma na face lateral (externa), sendo relacionada a esportes como o futebol, judô, karatê, etc. O tratamento consiste em fortalecer todos os músculos que cruzam a articulação dos joelhos (quadríceps, isquiotibiais, adutores e abdutores) isso após a interrupção do quadro álgico.

Distensão do ligamento cruzado posterior (LCP)

Distensões nesse ligamento são pouco comuns no meio esportivo e geralmente outras estruturas são afetadas. A hiperextensão do joelho é o mecanismo mais comum dessa lesão, geralmente é ocasionado por trauma direto na região anterior da parte superior da coxa. No tratamento deve-se focalizar o quadríceps, uma vez que esse músculo fortalecido tende a deslocar anteriormente a tíbia, revertendo assim o sinal de gaveta posterior. A força dos músculos posteriores da coxa deve ser estabelecida espontaneamente sem exercícios específicos.

É importante o alongamento dos isquiotibiais, mas sempre tendo os devidos cuidados para não hiperextender o joelho lesionado. O fortalecimento do quadríceps deve ser priorizado com exercícios de cadeia cinética aberta (ex: cadeira extensora), mas em fases posteriores da reabilitação os exercícios de cadeia cinética fechada como agachamentos podem ser introduzidos, porém deve-se ter cuidado com a angulação, pois à medida que aumenta-se o ângulo de flexão, aumenta-se à tensão neste ligamento, sendo seguro trabalhar em ângulos menores que 50 / 60º (ESCAMILLA, 2001).

Tendinite patelar (“joelho do saltador”)

A dor na região infrapatelar é mais comum nesse tipo de lesão, porém outros fatores podem ocasiona-la:
 

  • Lesões da patela, como osteocondrite;
  • Patela com fratura de esforço ou polo inferior alongado e proeminente;
  • Hipertrofia do corpo adiposo infrapatelar;
  • Bursite ou doença de Osgood-schlatter.

 A tendinite patelar está associada com mais freqüência a atividades repetitivas, ela foi primeiramente descrita em atletas de salto em altura (daí o nome de joelho do saltador) mas é quase igualmente edêmica em jogadores de basquete e vôlei. Além de atividades que envolvam saltos, atividades de corrida também costumam exacerbar esse quadro. A dor da tendinite patelar normalmente é de fácil localização, e acomete geralmente o polo inferior da patela, ou mais raro, sua borda superior. No tratamento o primeiro passo é a diminuição dos sintomas, e isso deve ser feito interrompendo as atividades que causem dor.

Tratamento com gelo, medicamentos, antiinflamatórios e exercícios isométricos do quadríceps são iniciados imediatamente e continuados até que os sintomas desapareçam. Deve-se fortalecer e alongar o quadríceps e os alongamentos deve ser feito pelo menos 4 vezes por dia, ao acordar, antes e depois das atividades físicas e antes de dormir. Durante o alongamento recomenda-se um mínimo de 20 segundos de manutenção da posição por 2 ou 3 séries. Os exercícios isotônicos e com mais cargas podem ser realizados assim que os sintomas de dor tiverem cessado e não causarem dor durante a execução.

Condromalácia patelar (“joelho do corredor”)

A condromalácia patelar é uma lesão da cartilagem patelar devido a degeneração prematura com amolecimento, fibrilação e aspereza dessa estrutura, nas quais, são semelhantes às relacionadas com a osteoartrite. A condromalácia pode ocorrer devido a trauma direto com conseqüente dano condral, ou resulta de qualquer condição que interfira com os movimentos patelofemorais normais, tais como variações anatômicas anormais. Essas variações podem ser causadas pelo aumento do ângulo Q, patela alta, insuficiência do vasto medial, oblíquo e desequilíbrio articulares. Esta lesão é mais comum em mulheres (devido principalmente ao aumento do ângulo Q) e ocorre prioritariamente em atividades como balé, corridas, ciclismo, voleibol, etc.

A dor é descrita como profunda e localizada na região retropatelar e pode ser sentida ao subir e descer escadas, em atividades prolongadas, após ficar muito tempo com os joelhos flexionados e ao agachar-se para pegar um objeto no chão. Em movimentos de flexão dos joelhos a dor é acompanhado de crepitação retropatelar facilmente audível ou sentida com a mão por cima da patela. O principal sinal para um diagnóstico consiste em mover a superfície da patela contra o fêmur. O tratamento é conservador, muito parecido com o utilizado no procedimento da tendinite. Estimular o repouso evitando atividades que provoquem a dor patelar, como correr, saltar, andar em salto alto e exercícios que promovam a flexão do joelho (ex: ciclismo e subir escadas).

A base do tratamento é constituída de exercícios que fortaleçam o quadríceps, principalmente o vasto medial oblíquo. Apesar de ser necessário o fortalecimento prioritário do VMO (vasto medial oblíquo), dificilmente essa musculatura pode ser isolada e fortalecida individualmente. Um estudo conduzido por MIRZABEIGI et al, em 1999 comparou a ativação do vasto medial oblíquo com o vasto lateral, vasto intermédio e reto femoral em 9 exercícios diferentes, os pesquisadores demonstraram não haver diferenças significativas entre os músculos concluindo então que o VMO não pode ser isolado durante os exercícios.

É recomendado que se realize exercícios isométricos para o quadríceps, pois não exacerbam a dor, fortalecem e envolvem movimento mínimo da patela. Já os exercícios de flexão de joelhos, tais como agachamento são indicados, mas implicam em uma sobrecarga muito grande sobre a articulação patelofemoral e resultam em exarcebação dos sintomas (CORRIGAN & MAITLAND, 2000). Apesar da tensão patelofemoral aumentar concomitante à flexão do joelho no agachamento, devemos ter em mente que o agachamento profundo mesmo realizado com poucas repetições e muita carga é menos deletério que atividades cíclicas de longa duração, pois na verdade o maior problema da condromalácia está no alto volume dos treinos. Outro fator importante neste tipo de lesão é o fortalecimento e alongamento dos isquiotibiais, flexores do quadril e abdutores.

Lesões de meniscos

Cada um dos compartimentos laterais e mediais do joelho contém um menisco fibrocartilagíneo em forma de meia-lua e de consistência amolecida. Os meniscos ajudam a aumentar a congruência articular, estabiliza a articulação, absorve choques e limita movimentos anormais, além de ajudar na nutrição articular e na lubrificação da cartilagem. Os atletas de final de semana são os principais candidatos às lesões dos meniscos devido ao condicionamento físico inadequado. A cartilagem pode sofrer ruptura na direção horizontal ou longitudinal, sendo esta última mais comum. Quando a lesão é grande suficiente atingindo longitudinalmente desde o corno anterior até o posterior é denominada “alça de balde” e o fragmento interno pode deslocar-se e assim produzir um bloqueio articular.

Em pacientes com ampla ruptura de meniscos deve ser realizada a meniscectomia, mas quando ocorrida na inserção vascular periférica, o menisco pode ser recuperado. Geralmente o tratamento visa aumentar a força do quadríceps, dos flexores e abdutores do quadril e deve ser combinado com exercícios para alongar os isquiotibiais e panturrilhas. Existem especulações quanto à sobrecarga causada pelo agachamento a estas estruturas.

Estudos demonstram que o pico de força compressiva no agachamento profundo varia de 550 a 7928N, mas nenhum estudo consegue demonstrar o quanto às estruturas articulares e meniscos podem suportar (ESCAMILLA, 2001). A partir de observações empíricas podemos avaliar que provavelmente os meniscos suportam bem mais que isso, basta observarmos que os jogadores de voleibol (ou outros esportes de salto) dificilmente tem lesões nos meniscos mesmo tendo forças (durante os treinamentos / competições) compressivas atuando nessas estruturas bem acima das encontradas no agachamento profundo.

Terapia com frio e calor como forma de tratamento e prevenção de Lesões

Atualmente as terapias com frio e calor tem sido muito difundidas na reabilitação de lesões, sem contar que, e a terapia com frio ainda pode ser utilizada na prevenção.

Crioterapia (aplicação de gelo):

Crioterapia (crio = gelo, terapia = tratamento) é o nome que se dá ao tratamento à base de gelo, usado há muitos anos como agente terapêutico. Sua principal aplicação está no tratamento imediato de lesões no esporte, na qual serve para resfriar os tecidos profundos pela vasoconstrição, reduzindo assim as hemorragias. Atualmente a crioterapia tem sido utilizada como meio preventivo para lesões, sendo comumente usada pelos principais clubes e atletas competitivos. A somação do estresse nos tendões e estruturas articulares pode promover uma deficiência nutricional nessas regiões com conseqüente isquemia local, e a aplicação de gelo nessas regiões promove uma hipotermia, reduzindo assim os níveis metabólicos e evitando reações de hipoxia secundária, que com certeza levaria a dor e incapacidade funcional.

A hipotermia causada pelo resfriamento articular também favorece a agregação molecular de líquido sinovial aumentando assim a sua viscosidade, na qual é um dos fatores determinantes na proteção da cartilagem articular. Os principais efeitos fisiológicos da crioterapia são: Anestesia, redução da dor, redução do espasmo muscular, estimula o relaxamento, redução do metabolismo local, redução da inflamação, redução da circulação com posterior estimulação, redução do edema e quebra do ciclo dor-espasmo-dor.

Dicas para o uso do gelo:

1- Uso imediato nas contusões - reduz o edema e alivia a dor.
2- Aplicar gelo em qualquer traumatismo ou contusão. Ex: Lesões musculares (contraturas, distensões), lesões articulares (entorses, lesões nos ligamentos), tendinites, hematomas, etc.
3- É recomendado que a aplicação dure no máximo 30min, sendo que na maioria das regiões 20 min já são o suficiente.
4- Nas primeiras 24 horas das lesões mais importantes use gelo por meia hora a cada duas horas. LAING, DALLEY E KIRK (1973) relataram que uma aplicação de gelo durante 20 minutos teve um efeito de até duas horas no esfriamento de músculos profundos.
5- Evite pegar no sono enquanto aplica gelo.

Contra-indicações:

O gelo não deve ser usado em caso de redução do suprimento sanguíneo (ex: Doença vascular periférica), também é contra indicado no caso de artrite pois, aumenta a rigidez articular.

Termoterapia (aplicação de calor):

O calor terapêutico tem efeito trófico, promovendo a vasodilatação das arteríolas e capilares melhorando o metabolismo da nutrição dos tecidos, liviando a dor e aumentando a flexibilidade dos tecidos músculo-tendíneos, além de diminuir a rigidez da articulação, melhorar os espasmos musculares e aumentando a velocidade e volume circulatório do sangue. Geralmente a terapia com calor é utilizada em lesões crônicas, ao contrário do frio que é utilizado em lesões agudas.

Contra-indicações:

Não aquecer regiões do corpo que estiverem anestesiadas, edemaciadas, inflamadas, feridas com sangramento, áreas com tumores, sobre os testículos, e sobre o abdômen de gestantes.

Estalos

A articulação pode apresentar estalidos como de vácuo que, geralmente, não tem nenhum significado e são comuns em articulações com hipermobilidade. Estalidos podem ser ouvidos e sentidos em torno das articulações, conforme tendões ou ligamentos deslizam sobre proeminência óssea, mas geralmente ele não tem significado clínico. No caso de dor, os estalidos pode indicar lesão no menisco.

Considerações Importantes

  • Durante o agachamento o estresse na articulação patelofemoral aumenta quando o ângulo de flexão aumenta (WALLACE et al, 2002).
  • As forças compressivas são maiores no agachamento realizado com as pernas mais afastas (afastamento esse de 2 x a largura da espinha ilíaca) do que com as pernas mais próximas (pés da largura da espinha ilíaca).
  • O agachamento deve ser feito de forma lenta e controlada na fase excêntrica, uma vez que esse movimento de descida feito de forma rápida e descontrolada aumenta muito as forças nas estruturas do joelho (ESCAMILLA, 2001).
  • O pico de força e o estresse na articulação patelofemoral foi observada com 90 graus de flexão do joelho (WALLACE et al, 2002).
  • O agachamento é considerado mais efetivo do que o leg press para o desenvolvimento muscular, porém deve ser usado cautelosamente em indivíduos com disfunções do LCP e patelofemoral, especialmente em ângulos acentuados de flexão (ESCAMILLA et al, 2001).
  • A maior ativação dos músculos da coxa acontece no agachamento (KVIST & GILLQUIST, 2001).
  • O vasto medial oblíquo não pode ser isolado de forma significativa durante os exercícios. (MIRZABEIGI et al, 1999). Um estudo feito por Escamilla e seus companheiros em 1998 no Instituto Americano de Medicina esportiva chegaram as seguintes conclusões:
  • O agachamento gera 2 vezes mais atividade dos isquiotibiais do que o leg press e a cadeira extensora.
  • A maior atividade do quadríceps acontece na máxima flexão dos joelhos em ECCF e na máxima extensão em ECCA.
  • ECCA produziu maior ativação do reto femoral enquanto o ECCF produz maior ativação dos vastos.
  • As forças compressivas tibiofemorais foram maiores na máxima flexão dos joelhos em ECCF e na máxima extensão em ECCA.
  • As compressões patelofemorais foram maiores na máxima flexão dos joelhos em ECCF e na máxima flexão e na metade da extensão em ECCA.  

Conclusões
 

  • A maioria das lesões pode ser evitada apenas utilizando medidas preventivas.
  • Uma musculatura forte e com boa flexibilidade ajudam na estabilização dos joelhos e outras estruturas em geral. - Aplicação de gelo nas articulações é mais utilizada após a sessão de treino.
  • A crioterapia é uma medida preventiva de grande valia e tem sido indicada por grandes treinadores e profissionais de saúde.
  • A partir do entendimento dos conteúdos listados acima, podemos sugerir que a utilização de exercícios de cadeia cinética fechada são os mais indicados, principalmente o agachamento.

 Além de ter uma maior ativação muscular, ele também é um exercício extremamente funcional pois, utilizamos movimentos parecidos a todo instante, por exemplo no momento de pegar um objeto no chão. Infelizmente esse excelente exercício não é bem visto por muitos “profissionais”, mas isso se deve ao fato de estarem desatualizados ou mesmo não terem domínio dos princípios que norteiam o treinamento desportivo. Com um treinamento bem elaborado, utilizando devidamente a recuperação e principalmente uma boa técnica de execução, o agachamento pode favorecer indivíduos saudáveis ou mesmo com joelhos lesionados.

 

Referências Bibliográficas

  • BLACKBURN JR, MORRISSEY MC. The relationship between open and closed kinetic chain strength of the lower limb and jumping performance. J Orthop Sports Phys Ther. 1998 Jun;27(6):430-5
  • ESCAMILLA RF, FLEISIG GS, ZHENG N, BARRENTINE SW, WILK KE, ANDREWS JR Biomechanics of the knee during closed kinetic chain and open kinetic chain exercises. Med Sci Sports Exerc. 1998 Apr;30(4):556-69
  • ESCAMILLA RF, FLEISIG GS, ZHENG N, LANDER JE, BARRENTINE SW, ANDREWS JR, BERGEMANN BW, MOORMAN CT 3RD. Effects of technique variations on knee biomechanics during the squat and leg press. Med Sci Sports Exerc. 2001 Sep;33(9):1552-66
  • ESCAMILLA RF. Knee biomechanics of the dynamic squat exercise. Med Sci Sports Exerc. 2001 Jan;33(1):127-41
  • ISEAR JA JR, ERICKSON JC, WORRELL TW. EMG analysis of lower extremity muscle recruitment patterns during an unloaded squat. Med Sci Sports Exerc. 1997 Apr;29(4):532-9
  • KVIST J, GILLQUIST J. Sagittal plane knee translation and electromyographic activity during closed and open kinetic chain exercises in anterior cruciate ligament-deficient patients and control subjects. Am J Sports Med. 2001 Jan-Feb;29(1):72-82.
  • MIRZABEIGI E, JORDAN C, GRONLEY JK, ROCKOWITZ NL, PERRY J. Isolation of the vastus medialis oblique muscle during exercise. Am J Sports Med. 1999 Jan-Feb;27(1):50-3
  • PALMITIER RA, AN KN, SCOTT SG, CHAO EY. Kinetic chain exercise in knee rehabilitation. Sports Med. 1991 Jun;11(6):402-13
  • TOUTOUNGI DE, LU TW, LEARDINI A, CATANI F, O'CONNOR JJ. Cruciate ligament forces in the human knee during rehabilitation exercises. Clin Biomech (Bristol, Avon). 2000 Mar;15(3):176-87
  • WALLACE DA, SALEM GJ, SALINAS R, POWERS CM.Patellofemoral joint kinetics while squatting with and without an external load. J Orthop Sports Phys Ther. 2002 Apr;32(4):141-8
  • YACK HJ, COLLINS CE, WHIELDON TJ Comparison of closed and open kinetic chain exercise in the anterior cruciate ligament-deficient knee. Am J Sports Med. 1993 Jan-Feb;21(1):49-54
permalink

SISTEMA ESQUELÉTICO  (ossos / sistema esquelético) escrito em segunda 20 abril 2009 23:15

Sistema Esquelético

Sistema Esquelético

Acima podemos ver o sistema muscular e o sistema esquelético. O primeiro é composto pelos músculos (faz sentido...) e o segundo pelos ossos e cartilagens.

Sistema muscular

Os músculos de dividem em lisos e estriados. Os lisos não fazem parte do aparelho locomotor porque são responsáveis pela formação de órgãos como o estômago, intestinos, artérias, veias, etc. Já os estriados fazem parte, e se dividem em dois grupos: os cutâneos e os esqueléticos.

Os cutâneos se prendem à pele e ao esqueleto e são reponsáveis, por exemplo, pela expressões da sua cara.

Sistema Esquelético

Os músculos esqueléticos são aqueles que ligam um osso à outro, ou seja, se prendem diretamente ao esqueleto. Desse modo, são eles os responsáveis pelos nossos movimentos.

Sistema Esquelético

Você pode ver na imagem acima que os músculos possuem um parceiro que trabalha no sentído contrário. Isso acontece porque se depender do músculo, ele não volta à sua posição inicial. Por isso, cabe ao outro músculo se contrair e fazer o primeiro voltar à sua posição de relaxamento. Esses pares de músculos são chamados de músculos antagônicos, e sempre trabalham em sentido oposto.

Sistema esquelético

Pra começar vamos falar um pouco sobre as articulações. As articulações são pontos de contato entre dois ossos. Elas podem permitir amplo movimento ou nenhum.

Aquelas que permitem amplo movimento são chamadas de articulações móveis. Como exemplo temos a ligação do braço ao antebraço. Elas podem se apresentar em dois tipos: dobradiça e junta universal. O nome não tem muita haver com o corpo humano, mas é isso aí. A dobradiça se movimenta só em uma direção, como a articulação do braço com o antebraço: pra cima e pra baixo. Já a perna ligada ao quadril é um exemplo de junta planetária, quero dizer, universal; ela se movimenta pra cima e pra baixo e ainda pros lados.

Também existem articulações entre ossos que praticamente não se movimentam. Sabe onde? Não, aí não... As articulações de que falo ficam nos ossos da cabeça por exemplo. Elas são chamadas de articulações imóveis.

Tembem temos aquelas que são semimóveis, como os que formam a bacia e a caixa torácica. Na imagem ao lado você pode ver os dois.

A caixa torácica é composta por 12 pares de costelas, das quais 10 se ligam a um osso chamado externo e 2 se prendem apenas à coluna vertebral. Essas 2 são chamadas de costelas flutuantes.

Tanto a bacia quanto a caixa torácica protegem os alguns órgãos formando um "caixa" em volta delas.

Sistema Esquelético

A coluna vertebral

A coluna vertebral é composta por 33 pequenos ossos chamados de vértebras. As vértebras estão posicionadas uma sobre a outra com um pequeno disco de cartilagem entre elas pra reduzir o atrito.

Sistema Esquelético

A coluna é dividida em 4 regiões: cervical, dorsal, lombar e sacro-coccigeana (essa é cabulosa!). A coluna cervical possui 7 vértebras. A coluna dorsal 12 vértebras, sendo que cada uma se prende a um par de costelas. A coluna lombar possui 5 vértebras bem desenvolvidas. As demais, vão dar suporte aos ossos que formam a bacia.

E já que estamos falando de coluna, vamos falar de três desvios de coluna, que são anormais e precisam ser tratados:

Sistema Esquelético

Esses desvios são cusados por falta de esporte ou má postura. Geralmente são tratados com um aparelho que mantém a posição correta ou fisionterapia. Após um tempo detratamento, a coluna pode voltar ao normal.

A forma dos ossos

Como nossos ossos têm diferentes funções, eles também têm diferentes formas e tamanhos. Basicamente dividimos eles em longos, curtos e planos. O longos são aqueles do braço (rádio, ulna, úmero) ou da perna (tíbia, fêmur, fíbula). Os curtos são, por exemplo, as vértebras. Os planos são, por exemplo, os ossos que compoem o crânio.

Ossos da cabeça

Se você acredita ou não, temos 22 ossos na cabeça! Desses 22 ossos, 15 são considerados para a face e 7 para o crânio.

Sistema Esquelético

Os ossos planos, como o frontal, o occipital e os parientais, são conhecidos popularmente pelo nome de chatos.

É comum algumas pessoas confundirem o nome da mandíbula com "maxilar inferior" ou zigomáticos com "malares". Esses nomes estão em desacordo com a nomenclatura oficial.

Fonte: www.ocorpohumano.com.br

permalink

SISTEMA ESQUELÉTICO  (ossos / sistema esquelético) escrito em segunda 20 abril 2009 23:13

Sistema Esquelético

Sistema Esquelético

Além de dar sustentação ao corpo, o esqueleto protege os órgãos internos e fornece pontos de apoio para a fixação dos músculos. Ele constitui-se de peças ósseas e cartilaginosas articuladas, que formam um sistema de alavancas movimentadas pelos músculos.

O esqueleto humano pode ser dividido em duas partes:

Sistema Esquelético

1-Esqueleto axial: formado pela caixa craniana, coluna vertebral caixa torácica.

2-Esqueleto apendicular: compreende a cintura escapular, formada pelas escápulas e clavículas; cintura pélvica, formada pelos ossos ilíacos (da bacia) e o esqueleto dos membros (superiores ou anteriores e inferiores ou posteriores).

Esqueleto axial

Caixa craniana

Possui os seguintes ossos importantes: frontal, parietais, temporais, occipital, esfenóide, nasal, lacrimais, malares ("maçãs do rosto" ou zigomático), maxilar superior e mandíbula (maxilar inferior).

Sistema Esquelético

Observações

Primeiro - no osso esfenóide existe uma depressão denominada de sela turca onde se encontra uma das menores e mais importantes glândulas do corpo humano - a hipófise, no centro geométrico do crânio.

Segundo - Fontanela ou moleira é o nome dado à região alta e mediana, da cabeça da criança, que facilita a passagem da mesma no canal do parto; após o nascimento, será substituída por osso.

Coluna vertebral

É uma coluna de vértebras que apresentam cada uma um buraco, que se sobrepõem constituindo um canal que aloja a medula nervosa ou espinhal; é dividida em regiões típicas que são: coluna cervical (região do pescoço), coluna torácica, coluna lombar, coluna sacral, coluna cocciciana (coccix).

Esqueleto

Espinha Dorsal

Caixa torácica

É formada pela região torácica de coluna vertebral, osso esterno e costelas, que são em número de 12 de cada lado, sendo as 7 primeiras verdadeiras (se inserem diretamente no esterno), 3 falsas (se reúnem e depois se unem ao esterno), e 2 flutuantes (com extremidades anteriores livres, não se fixando ao esterno).

Caixa Torácica

Esqueleto apendicular

Membros e cinturas articulares

Cada membro superior é composto de braço, antebraço, pulso e mão. O osso do braço – úmero – articula-se no cotovelo com os ossos do antebraço: rádio e ulna. O pulso constitui-se de ossos pequenos e maciços, os carpos. A palma da mão é formada pelos metacarpos e os dedos, pelas falanges.

Cada membro inferior compõe-se de coxa, perna, tornozelo e pé. O osso da coxa é o fêmur, o mais longo do corpo. No joelho, ele se articula com os dois ossos da perna: a tíbia e a fíbula. A região frontal do joelho está protegida por um pequeno osso circular: a rótula. Ossos pequenos e maciços, chamados tarsos, formam o tornozelo. A planta do pé é constituída pelos metatarsos e os dedos dos pés (artelhos), pelas falanges.

Os membros estão unidos ao corpo mediante um sistema ósseo que toma o nome de cintura ou de cinta. A cintura superior se chama cintura torácica ou escapular (formada pela clavícula e pela escápula ou omoplata); a inferior se chama cintura pélvica, popularmente conhecida como bacia (constituída pelo sacro - osso volumoso resultante da fusão de cinco vértebras, por um par de ossos ilíacos e pelo cóccix, formado por quatro a seis vértebras rudimentares fundidas). A primeira sustenta o úmero e com ele todo o braço; a segunda dá apoio ao fêmur e a toda perna.

Esquema Comparativo de Membros Superiores e Inferirores

Juntaas e Articulações

Juntas e articulações

Junta é o local de junção entre dois ou mais ossos. Algumas juntas, como as do crânio, são fixas; nelas os ossos estão firmemente unidos entre si. Em outras juntas, denominadas articulações, os ossos são móveis e permitem ao esqueleto realizar movimentos.

Ligamentos

Os ossos de uma articulação mantêm-se no lugar por meio dos ligamentos, cordões resistentes constituídos por tecido conjuntivo fibroso. Os ligamentos estão firmemente unidos às membranas que revestem os ossos.

Classificação dos ossos

Os ossos são classificados de acordo com a sua forma em:

A - Longos: têm duas extremidades ou epífises; o corpo do osso é a diáfise; entre a diáfise e cada epífise fica a metáfise. A diáfise é formada por tecido ósseo compacto, enquanto a epífise e a metáfise, por tecido ósseo esponjoso. Exemplos: fêmur, úmero.

Osso

B- Curtos: têm as três extremidades praticamente equivalentes e são encontrados nas mãos e nos pés. São constituídos por tecido ósseo esponjoso. Exemplos: calcâneo, tarsos, carpos.

Calcâneo

C - Planos ou Chatos: são formados por duas camadas de tecido ósseo compacto, tendo entre elas uma camada de tecido ósseo esponjoso e de medula óssea Exemplos: esterno, ossos do crânio, ossos da bacia, escápula.

Acrômio e Escápula

Revestindo o osso compacto na diáfise, existe uma delicada membrana - o periósteo - responsável pelo crescimento em espessura do osso e também pela consolidação dos ossos após fraturas (calo ósseo). As superfícies articulares são revestidas por cartilagem. Entre as epífises e a diáfise encontra-se um disco ou placa de cartilagem nos ossos em crescimento, tal disco é chamado de disco metafisário (ou epifisário) e é responsável pelo crescimento longitudinal do osso. O interior dos ossos é preenchido pela medula óssea, que, em parte é amarela, funcionando como depósito de lipídeos, e, no restante, é vermelha e gelatinosa, constituindo o local de formação das células do sangue, ou seja, de hematopoiese. O tecido hemopoiético é popularmente conhecido por "tutano". As maiores quantidades de tecido hematopoético estão nos ossos da bacia e no esterno. Nos ossos longos, a medula óssea vermelha é encontrada principalmente nas epífises.

Medula

Canal Medular

Diferenças entre os ossos do esqueleto masculino e feminino:

Sistema Esquelético

Fonte: www.afh.bio.br

permalink

SISTEMA ESQUELÉTICO  (ossos / sistema esquelético) escrito em segunda 20 abril 2009 23:10

Sistema Esquelético

Esquema do esqueleto humano
Esquema do esqueleto humano

O esqueleto humano de um individuo adulto é formado por 206 ossos, já de um recém-nascido são 300 ossos, o esqueleto tem como função principal sustentar e dar forma ao corpo, mas também proteger determinados órgãos vitais, como, por exemplo, o cérebro, que é protegido pelo crânio, e também os pulmões e o coração, que são protegidos pelas costelas.

Os ossos do corpo humano variam de formato e tamanho, sendo o maior deles o fêmur, que fica na coxa, e o menor o estribo que fica dentro do ouvido médio.

É nos ossos que se prendem os músculos, por intermédio dos tendões.

O esqueleto feminino difere um pouco do masculino, como, por exemplo, na pélvis, cujo formato favorece a saída de um bebê do ventre da mãe.

Fazem parte também do esqueleto humano, além dos ossos, os tendões, ligamentos e as cartilagens.

Funções em geral dos ossos

  • sustentação do corpo
  • locomoção
  • proteção dos órgãos vitais como o coração, pulmão e encéfalo
  • produção de células sanguíneas
  • reserva de cálcio

Fonte: pt.wikipedia.org

Sistema Esquelético

Trata-se de uma torre de ossos unidos por dobradiças e articulações, em um sistema tão admiravelmente equilibrado que permite correr, saltar e curva-se a despeito do pés pequenos. Os 206 ossos do adulto fixam os músculos e protege os orgãos vitais com grande variedades de formas e tamanhos.

Os ossos estão assim distriuidos: 32 ou 33 na coluna vertebral, 22 na cabeça, 24 costelas, 64 nos membros superiores, 62 nos membros inferiores, alguns ossos na região do ouvido e outros na região do torax.

As principais funções são: proteção, sustentação, local de armazenamento de ions de cálcio e potássio, além de um sitema de alavanca que movimentadas pelos músculos permitem os deslocamento do corpo, no todo ou em parte, e por fim local de produção de certas células do sangue.

Com relação a classificação dos ossos, eles podem ser:

a) longo

É aquele que apresenta um comprimento consideravelmente maior que a largura e a espessura. Exemplos são; fêmur, úmero, rádio, ulna e outros.

b) plano

É que apresenta comprimento e largura equivalentes, predominando sobre a espessura. Exemplos são; ossos do crânio, como o parietal, occipital, frontal e outros.

c) curto

É aquele que apresenta equivalência das três dimensões. Os ossos do carpo e do tarso são excelentes exemplos

d) irregular

Ppossui um morfologia complexa. As vértebras e o osso temporal são exemplos.

e) pneumático

Apresenta uma ou mais cavidades, de volume variável, revestida de mucosa e contendo ar. Estas cavidades recebem o nome de seio.

f) sesamoídes

Desenvolvem na substância de certos tendões ou da capsula fibrosa de certas articulações.

Fonte: correionet.br.inter.net

Sistema Esquelético

Por que precisamos de um esqueleto

Você alguma vez já pensou por que precisamos de um esqueleto? Então pense na carne que você vê no açougue. Ela é macia, como os nossos próprios músculos. Os outros órgãos do nosso corpo também são assim macios. Sem um esqueleto nós cairíamos como um saco vazio. Nossos músculos são fortes, mas sem um esqueleto eles não teriam nada para mantê-los no lugar, ficar de pé ou nos mover.

Alguns órgãos precisam de mais proteção do que outros. Por exemplo, o cérebro e a medula espinhal são protegidos pelo crânio e pela espinha. O coração, pulmões, ligado e intestinos, todos facilmente avariados, são protegidos pelas costelas, ossos do quadril e espinha.

O sistema formado pelo esqueleto e músculos é forte, porém flexível. Ele protege os órgãos mais importantes e permite movermo-nos livremente.

Há 206 ossos em um corpo adulto. Quando bebês, começamos com 300 ossos, mas alguns juntam-se quando crescemos.

Nós temos muito mais músculos do que ossos - cerca de 656 músculos, constituindo 1/3 do total do peso de uma mulher e quase a metade do peso de um homem.

Ossos e músculos trabalham juntos

O esqueleto e os músculos são inúteis um sem o outro. Eles precisam trabalhar juntos para sermos capazes de nos mover segundo nossos desejos, e, para fazer isso, são necessárias explicações muito complicadas e específicas vindas do cérebro. O cérebro, por sua vez, precisa de informações dos órgãos do sentido para dizer-lhe que os movimentos estão sendo levados a cabo apropriadamente. Feche seus olhos e tente tocar a ponta do seu nariz com o dedo indicador. Você achará difícil fazer isso sem usar seus olhos, que informam ao cérebro qual o exato movimento do seu dedo.

O sistema esqueleto e músculos é capaz de executar uma grande variedade de tarefas. Ele pode trabalhar sem que percebamos, como quando automaticamente nós nos inclinamos para manter o equilíbrio ao virarmos uma esquina em uma bicicleta. Isso envolve o movimento de dúzias de músculos, os ossos da espinha, quadril e ombros e, naturalmente, o controle do cérebro - tudo sem ter que pensar.

Outras ações físicas precisam de bastante raciocínio e necessitam de uma concentração enorme, habilidade e prática. Um atleta ou um nadador pode fazer atuar o esqueleto inteiro e centenas de músculos com uma força tremenda. Um concertista pode usar apenas os ossos e músculos das mãos e braços, mas os movimentos são pequenos e delicados e muitíssimo precisos.

A estrutura do osso

A estrutura dos ossos que compõem o esqueleto humano é imensamente forte, embora muito leve.

Os ossos parecem sólidos, mas eles têm cerca de 50°7o de água. O resto é feito de material mineral duro, a maioria carbonato de cálcio e fosfato de cálcio. Essas são substâncias naturais muito comuns.

Os ossos se desenvolvem a partir de um material semelhante à borracha, branco e parcialmente transparente, chamado cartilagem. Os ossos de um bebê são macios e flexíveis, mas eles endurecem à medida que assimilam cálcio. Eles são reforçados ainda mais pelos feixes de um material resistente e fibroso chamado colágeno, que corre através da maioria dos ossos. O colágeno e o cálcio gradualmente desaparecem dos ossos conforme envelhecemos, por isso, em pessoas idosas, os ossos se quebram mais facilmente, porque se tornam mais frágeis.

A parte exterior do osso é muito dura e resistente, mas o interior é esponjoso e preenchido pela medula óssea, também chamada de tutano. Muitos vasos sanguíneos correm para dentro da medula óssea através de buracos no osso, pois é na medula que são produzidas as hemácias (glóbulos vermelhos do sangue).

Ossos longos, como os das pernas, são feitos para terem leveza e força. Eles são imensamente fortes onde necessitam ser, perto das extremidades, enquanto que a parte do meio é oca, para que sejam leves.

Todos os ossos, exceto nas juntas, são cobertos por uma membrana fina que contém os vasos sanguíneos e células especiais que reparam o tecido ósseo danificado.

Cartilagem, ligamentos e tendões

Os ossos são mantidos juntos, ligados aos músculos e protegidos contra choques por um outro material - o tecido conjuntivo.

O tecido conjuntivo é um material simples que preenche as lacunas entre os órgãos. Os tipos importantes para o esqueleto têm um ponto em comum - todos são extremamente resistentes. Todo o tecido conjuntivo é formado de maneira semelhante, consistindo de um material resistente semelhante à borracha no qual as células se encaixam, junto com as fibras de reforço, que são faixas fortes e brancas de colágeno, ou amarelas e elásticas de elastina.

Enquanto a maior parte do osso endurece gradualmente, conforme crescemos, as extremidades dos ossos permanecem como cartilagem durante toda a nossa vida e fazem uma almofada elástica nas juntas.

A cartilagem também é encontrada em outras partes do nosso corpo, sustentando e protegendo os órgãos.

Os ligamentos são resistentes faixas de tecido constituídos quase inteiramente de fibras que mantêm os ossos juntos. Os ligamentos seguram as juntas, para impedir os movimentos feitos em direção errada, enquanto que permitem que elas se dobrem livremente.

Os tendões são como cordas elásticas, constituídos de feixes de fibras de colágeno. Eles juntam os músculos aos ossos, ou a outras partes do corpo, e permitem aos músculos exercer uma ação de puxar. Os tendões são geralmente cobertos por uma bainha escorregadia que os ajuda a moverem-se suavemente.

Os ossos da cabeça

A cabeça é uma grande massa de ossos oca com a forma aproximada de um ovo, equilibrada no topo da espinha.

A parte principal da cabeça é o crânio, a parte arredondada que protege o cérebro. Ele é formado de oito ossos separados, que nos adultos estão ligados por rígidas juntas em ziguezague.

Em um bebê os ossos ainda estão sendo formados e não estão grudados, de forma que todo o crânio é ligeiramente flexível. Isto permite que a grande cabeça do bebê emerja facilmente na hora do nascimento.

Conforme o bebê vai crescendo, os ossos vão-se ligando gradualmente, embora haja um espaço mole no topo da cabeça do bebê até ele completar um ano.

Outros catorze ossos formam a face e o maxilar inferior ou mandíbula. Ossos fortes formam os maxilares superior e inferior, onde estão assentados os dentes. O osso do maxilar inferior é o único osso da cabeça que se move livremente, O maxilar inferior começa a vida como dois ossos separados que se ligam no queixo por volta de dois anos de idade.

Os menores ossos do corpo são dois conjuntos de minúsculos e delicados ossos, importantíssimos para o sentido da audição. Eles estão posicionados no fundo do ouvido e formam uma complicada série de alavancas que transmite o som para o sistema nervoso. Os ossos do ouvido têm nomes que se referem às suas formas: martelo, bigorna e estribo.

A coluna vertebral

A coluna vertebral, ou espinha (coluna espinhal), é um conjunto de 33 ossos chamados vértebras. Estas são divididas em grupos: pescoço, dorso superior, dorso inferior, a região do quadril e uma "cauda" curta chamada cóccix.

As cinco vértebras da região do quadril estão permanentemente fundidas em um único osso chamado sacro, enquanto o cóccix é formado por quatro vértebras fundidas.

Cada vértebra tem a forma de um anel através do qual passa a medula espinhal. De cada lado há uma ponta óssea e uma ponta maior na parte de trás. Você pode sentir alguma dessas pontas ao longo de suas próprias costas. As pontas maiores, como asas, são para a fixação de ligamentos e músculos.

As vértebras são mantidas juntas por uma complicada série de músculos, tendões, ligamentos e cartilagens. Isto produz um longo tubo ósseo, através do qual corre a medula espinhal, totalmente protegida. A espinha é imensamente forte e suporta todo o corpo. Ao mesmo tempo é elástica, suportando os solavancos quando andamos ou corremos. A maior proteção para os choques é fornecida pelos discos de cartilagem existentes entre cada vértebra.

A espinha inteira tem a leve forma de um "S", permitindo que se flexione facilmente. Ela é capaz de dobrar-se em uma curva suave, mas não pode dobrar-se fortemente sem danos.

A caixa torácica

As vértebras da parte superior das costas, as vértebras torácicas, servem para fixação da extremidade posterior das costelas.

Há doze pares de costelas, cada um ligado a uma vértebra por uma junta flexível. As costelas são ossos chatos, muito resistentes e elásticos, que se curvam em direção à frente do peito, onde a maioria deles liga-se ao esterno, ou osso do peito. Os dois últimos pares, mais curtos, são ligados apenas à espinha, e são chamados de costelas flutuantes.

Na base do esterno, três pares de costelas curvam-se para cima e ligam-se entre si, deixando um profundo sulco no meio da parte inferior do peito. Você pode facilmente sentir esse sulco embaixo de suas costelas.

As costelas e o esterno formam a caixa torácica, que tem uma dupla função. A caixa torácica protege o coração, pulmões e os vasos sanguíneos maiores numa forte "cesta" de ossos. Também nos ajuda a respirar. Os músculos recobrem as costelas e quando eles se contraem, levantam toda a caixa torácica, aumentando o tamanho do espaço interior. O ar entra preenchendo esse espaço extra e é forçado a sair quando os músculos se relaxam e a caixa torácica volta a sua forma original. Esses músculos são usados em respiração profunda, quando o peito sobe e desce bastante. Em outras vezes, uma lâmina de músculos chamada diafragma, no abdômen, ajuda a bombear o ar para dentro e para fora dos pulmões.

Os ossos dos braços e das pernas

Os membros, ou braços e pernas, de todos os mamíferos são semelhantes. Até as asas dos morcegos e as nadadeiras dos golfinhos se parecem muito com nossos membros quando são examinados os ossos e os músculos.

Os membros são ligados à espinha por grandes ossos, que devem ser suficientemente fortes para suportar uma carga pesada e o peso do nosso corpo. No ombro, o peso é suportado pela omoplata ou escápula, que é mantida no lugar por fortes músculos. Ela é fixada na frente do ombro pela fina clavícula, que, em uma queda, se quebra facilmente.

A parte superior do braço é composta de um único osso, o úmero. O antebraço é formado por dois ossos longos, o rádio e o cúbito. Esses ossos podem girar, possibilitando a rotação da mão e do pulso. O pulso e a palma da mão são formados por muitos ossos pequenos e angulares, enquanto os dedos têm ossos longos e cilíndricos.

As pernas possuem estrutura semelhante, mas os ossos são mais maciços, pois têm de fazer um trabalho mais pesado. Os pés apresentam a mesma formação das mãos, e a perna possui dois ossos, a tíbia e o perônio. O fêmur, o osso da coxa, deve ser forte o bastante para suportar todo o nosso peso quando corremos ou pulamos. O f é o osso mais longo do corpo e a sua parte superior curva é extremamente forte - pelo seu peso, é mais forte do que o aço. O fêmur está preso à pelve. A pelve é formada pelos ossos do quadril, que estão ligados firmemente à espinha no osso sacro.

Articulações

No encontro de dois ossos, há uma junta ou articulação. Às vezes, os ossos estão rigidamente fixos, como a maioria dos ossos da cabeça, mas, quase sempre, a articulação permite aos ossos algum tipo de movimento.

É importante que os ossos se movam apenas na direção apropriada, de maneira que as articulações são feitas de forma a impedir qualquer movimento inadequado.

As articulações dos nós dos dedos permitem que os dedos se movam apenas em uma direção. Eles não podem ser torcidos sem causar dor e ferimentos. Essas articulações atuam como uma dobradiça comum.

A cabeça move-se de maneira diferente. Há dois tipos especiais de articulações no alto da espinha - um entre o crânio e a primeira vértebra, o outro entre a primeira e a segunda vértebra. Essas articulações permitem à cabeça uma ampla variedade de movimentos.

A articulação do ombro é muito forte e permite ao braço movimentos livres em qualquer direção. A extremidade do longo osso do braço (o úmero) tem uma protuberância arredondada que se encaixa na cavidade da omoplata. Quando a protuberância se move dentro da cavidade, o braço pode mover-se em qualquer direção. Uma articulação semelhante une o f à pelve.

As articulações entre as vértebras permitem apenas um ligeiro movimento, de modo que a espinha possa ser rígida o suficiente para suportar o peso do corpo.

Onde os ossos se movem em uma articulação é necessário algum tipo de proteção para evitar o atrito entre eles.

A cartilagem que recobre as extremidades dos ossos é levemente elástica e escorregadia como um plástico flexível. Para reduzir ainda mais o atrito, toda a articulação é cercada por uma resistente bolsa de um tecido especial que produz um líquido escorregadio que age como óleo, lubrificando as juntas.

As grandes articulações dos braços e das pernas têm que lidar com os saltos e choques enquanto andamos, corremos ou produzimos qualquer movimento muito violento. Elas precisam de uma proteção extra, e esta é proporcionada pelos sacos cheios de fluido, chamados bolsas.

Os ossos são mantidos juntos nas articulações por ligamentos. Esses ligamentos flexíveis permitem uma certa quantidade de movimento, impedindo os ossos de fazerem maiores movimentos, que poderiam ferir e causar prejuízos à articulação.

Enquanto as articulações se movem, as extremidades dos ossos escorregam uma sobre a outra. Por isso, as superfícies das articulações devem ser completamente lisas.

Em doenças como a artrite, as articulações tornam-se doloridas e inflamadas, e as superfícies das articulações tornam-se ásperas. Isto pode endurecer a articulação, ou tornar os movimentos dolorosos.

A estrutura dos músculos

Os músculos são a chave de todos os nossos movimentos. Nós precisamos dos ossos para dar resistência ao nosso corpo, mas sem os músculos nós não poderíamos nos mover.

Os músculos representam de um terço a metade do peso do nosso corpo, e os maiores músculos estão nas pernas, nádegas e braços. São os músculos chamados "esqueléticos", "estriados" ou "voluntários", mas há também outros tipos de músculos em nosso corpo, os "lisos" ou "involuntários".

Os músculos lisos são encontrados em nossos órgãos internos e nas paredes das artérias. Geralmente não percebemos a sua movimentação, porque eles trabalham automaticamente para manter o bom funcionamento do corpo. Uma das importantes tarefas realizadas pelos músculos lisos é a movimentação dos alimentos nos intestinos.

O músculo cardíaco ou do coração é um tipo de músculo muito forte e incansável. Deve bater durante toda a vida, sem descanso.

Os músculos estriados são formados por massas de cordões minúsculos chamados fibras musculares (miofibrilas), que formam feixes envolvidos por uma fina pele flexível, chamada membrana. Em alguns músculos essas fibras chegam a mais de 30 cm de comprimento, e um músculo pode ter mais de 2000 fibras.

Nas extremidades do músculo há um tendão flexível e viscoso, que o prende ao osso.

O músculo cardíaco é bem diferente, suas fibras são cruzadas e ramificadas, formando uma rede desordenada em vez dos nítidos feixes dos músculos lisos e estriados.

Como os músculos trabalham

Os músculos têm uma finalidade muito simples. Eles se contraem quando instruídos pelo sistema nervoso. Um músculo se contrai quando os feixes de fibras que ele contém tornam-se menores e mais grossos. Então o mi todo encurta-se e aumenta a sua grossura. Você pode ver isso acontecer quando dobra seu braço e enrijece o músculo da parte superior do braço.

Minúsculas ramificações dos nervos estão enterradas em cada fibra muscular, terminando em uma pequena placa plana. Quando uma mensagem é enviada ao longo do nervo mandando a fibra se contrair, esta "placa motora" solta minúsculas quantidades de uma substância química que provoca o encurtamento da fibra muscular.

A fibra muscular contém feixes de filamentos microscópicos chamados miofibrilas, cobertas por pequenas estruturas dentadas e protuberâncias. Quando o mensageiro químico as alcança, dois tipos diferentes de miofibrilas deslizam uma sobre a outra. Elas se prendem parte devido às substâncias químicas da fibra e parte por causa de sua superfície áspera.

A mensagem que passa para a fibra muscular é simples - é uma instrução para se contrair. A fibra encurta, depois relaxa muito rapidamente até receber uma outra mensagem para "contrair-se" Quanto mais fibras receberem esta mensagem, mais curtos se tornarão os músculos; quando é necessário muito força muscular, quase todas as fibras recebem a mensagem "contraia-se" ao mesmo tempo.

Energia para os músculos

Como uma máquina, os músculos devem receber energia para funcionar. Esta energia é provida por uma substância química chamada ATP, que é encontrada em todas as células do corpo. Ela se transforma em uma substância chamada ADP e libera energia para ser usada pelos músculos. O ADP rapidamente volta a ser ATP, de modo que o corpo sempre tem energia em estoque.

Nos músculos esta energia é capaz de produzir a força para os movimentos de agarramento das miofibrilas, quando as fibras musculares se encurtam. O uso do ATP como fonte de energia produz vários tipos de resíduos: água, calor, um gás chamado dióxido de carbono e ácido láctico. O dióxido de carbono ou gás carbônico é removido do corpo durante a respiração, enquanto que o ácido láctico é transformado pelo oxigênio do ar.

Quando trabalhamos muito, os resíduos não podem ser expelidos tão facilmente. Nós sentimos calor, devido ao calor extra produzido. Nós ofegamos, para expulsar o dióxido de carbono do corpo. A respiração profunda proporciona mais oxigênio do ar para eliminar o ácido láctico. Eventualmente, pode haver muito ácido láctico, então o resultado é cansaço e dor, que desaparecem quando descansamos. Então o oxigênio liquida com o resto do ácido láctico.

O sistema muscular

Os músculos variam enormemente em tamanho. Os menores provavelmente são os minúsculos músculos que ligam os ossículos do ouvido, constituídos de poucas e finas fibras musculares. Os maiores são os músculos glúteos, que formam as nádegas.

A maioria dos músculos são pares, isto é, há músculos idênticos nos lados opostos do corpo.

Os músculos estriados têm várias funções diferentes, embora as principais sejam o movimento, e permitir ficarmos em pé. Alguns são fusiformes, de secção oval e afilados em cada extremidade, onde se ligam aos tendões, que por sua vez se ligam aos ossos. Outros músculos estão ligados à pele, onde as suas contrações produzem as expressões faciais, levanta e encolhe os Alguns tipos de músculos estão ligados a outros músculos para lhes dar força extra quando eles puxa o braço para o se contraem.

Os músculos do peito e da parte superior das costas são usados na respiração e para a movimentação dos braços. Aqueles que se situam ao longo da espinha e na parte mais baixa das costas nos ajudam a ficar em pé. Cruzando o estômago estão finas faixas de músculos que protegem os órgãos delicados do abdômen.

Dependendo do trabalho que eles têm que fazer, os músculos podem ser triangulares, fusiformes, em espiral, ou de outras formas.

Músculos como alavancas

Os músculos movem os ossos pelo sistema simples das alavancas. Um pequeno movimento de um músculo preso perto da extremidade de um osso pode causar um movimento maior na outra extremidade do osso. A força muscular é transferida aos ossos pelos tendões, alguns dos quais bem compridos. Alguns dos músculos que movem os dedos estão no antebraço, e estão ligados aos dedos por tendões de 20 a 25 cm de comprimento.

A ação da maioria dos músculos recebe a oposição de algum outro músculo. Para dobrar ou erguer o antebraço, o bíceps, na parte da frente do braço, se contrai, erguendo o braço como se fosse uma alavanca. Para esticar o braço, o músculo tríceps, na parte de trás do braço, se contrai e baixa o antebraço.

ando um músculo está completamente relaxado, ele é muito mole, mas alguma tensão, ou tono, é necessária para manter o músculo sadio. Alguns sinais nervosos estão sempre passando para cada par de músculos opostos, mantendo-os em suave contração.

Sem o uso constante, eles se tornam flácidos e fracos, e se atrofiam. Isto acontece freqüentemente quando um braço ou perna quebrada é mantida rígida pelo gesso enquanto o osso se recompõe. O músculo perde a sua massa, mas logo recupera o tamanho original através de exercícios.

A coluna vertebral e o tronco

A coluna vertebral é um complicado sistema de ossos (vértebras), músculos, ligamentos, tendões e cartilagens. Todos esses tecidos atuam junto para fazer uma estrutura suficientemente forte e rígida e ao mesmo tempo, capaz de movimentos de torsão e dobradura.

A espinha, e todo o tronco, pode dobrar-se para a frente, para trás, para os lados e ainda torcer-se a partir dos quadris. Este movimento é possível devido a um grande número de músculos, alguns dos quais correm por toda a extensão das costas.

Alguns músculos estão ligados aos quadris, e estes agem como um apoio seguro quando a espinha é esticada por tensão muscular.

A torção é produzida pelos músculos do abdômen. Você pode sentir que partes do abdômen tornam-se tensas e duras quando você torce a parte superior do corpo.

Embora as vértebras estejam seguramente presas por ligamentos, são possíveis os movimentos de curvatura. Isto é possível porque há um grosso disco de cartilagem entre cada par de vértebras. Esses discos intervertebrais permitem que a espinha se curve. Algumas das projeções ósseas nas vértebras unem-se e escorregam juntas quando a espinha se curva, permitindo movimentos restritos em apenas certas direções.

A face e a garganta

As expressões faciais são uma parte importante da nossa linguagem diária. Nós usamos as expressões para mostrar nosso humor ou sentimentos sem o uso de palavras. Um sorriso, uma carranca, um nariz enrugado ou uma pálpebra erguida podem significar uma mensagem sem palavras ou podem fazer parte de uma conversação normal. Estamos continuamente enviando esses sinais e lendo-os na face de outras pessoas, geralmente sem qualquer pensamento consciente.

Todos esses exemplos da "linguagem corporal" são controlados pelos músculos da face. Há mais de trinta músculos faciais, a maioria deles ligados ao crânio e à pele.

Alguns têm finalidades específicas, como a do músculo que corre do lado da face ao canto da boca, que levanta o canto da boca e nos faz sorrir.

Um outro músculo forma um anel plano ao redor dos olhos, permitindo que esse se estreite protegendo-se de uma luz brilhante.

Através da testa há uma cinta de músculos que enrugam a testa em uma carranca, e também ajuda a erguer as pálpebras.

Os lábios são controlados por uma série de músculos que produzem os meticulosos movimentos necessários para a fala. Os lábios são as partes da face que possuem maior movimento, podendo mover-se em várias direções diferentes. A boca e os órgãos ao seu redor são capazes de uma grande variedade de movimentos.

Os músculos da face e do lado da cabeça movem o maxilar nas ações de morder, trituras e esmagar enquanto comemos. Um conjunto de músculos que se estendem ao lado da cabeça até as têmporas dão uma força extra quando cerramos os dentes. Outros músculos movem o maxilar de um lado para outro e para a frente e para trás.

Os músculos labiais juntamente com os das faces, também são usados para comer. Eles posicionam a comida com a ajuda da língua, que é por si só quase toda constituída de músculos. A língua é extremamente ágil e capaz de delicados movimentos. Além de sua função de dirigir a comida para os dentes durante a mastigação, ela é um importante órgão da fala. Os músculos do teto e do assoalho da boca e da garganta são usados para engolir.

Bem abaixo do maxilar, na parte superior da garganta, há uma estrutura comumente chamada de o pomo-de-adão, ou laringe, que produz os sons que usamos na fala, juntamente com os lábios e a língua. O ar que respiramos passa através da laringe, e é usado para vibrar duas faixas de tecido elástico - as cordas vocais.

As cordas são mantidas separadas durante a respiração normal, mas quando falamos, os músculos juntam as cordas vocais de maneira que a passagem de ar as faz vibrar e produzem sons. Os músculos variam as distâncias entre elas para produzir sons mais altos ou mais baixos.

As mãos e os pulsos

Nossas mãos são os mais úteis de nossos órgãos de movimento, e são ferramentas muito desenvolvidas. As máquinas podem ser construídas para copiar alguns dos movimentos das mãos, mas não é possível copiar a enorme variedade de suas habilidades.

As mãos podem mover-se delicada e vagarosamente, ou rapidamente com força considerável. Com nossos dedos e polegares, podemos segurar objetos de qualquer forma, e, por causa de nossos braços comparativamente compridos, temos um longo alcance.

A importância das mãos é tanta que uma grande parte do cérebro é usada para controlá-las. Um grande número de pequenos músculos têm que ser controlados e estão ligados ao cérebro por muitos nervos. Vários tipos de articulações são encontradas na mão e braço, para permitir movimentos livres mas vigorosos. Articulações simples do tipo dobradiça permitem aos dedos se movimentarem para cima e para baixo, mas o polegar é articulado mais livremente, de modo que ele pode mover-se diretamente sobre a palma da mão. Este polegar "oposto" é que faz nossas mãos tão ágeis em pegar os objetos. Tente pegar uma moeda sem usar o polegar e você se certificará.

No pulso, há muitos ossos pequenos e quase quadrados que permitem a mão girar. O pulso também pode rodar quando os dois longos ossos do antebraço giram na articulação do cotovelo.

As pernas

As pernas são construídas basicamente como os braços, mas são muito mais longas e fortes.

O comprimento de nossas pernas nos dá velocidade extra quando corremos. Isto significa que os ossos das pernas devem ser mais pesados e mais fortes para absorver a força dos m e suportar o impacto dos pés no chão.

Até uma ação simples, como caminhar, envolve um tremendo esforço por parte do sistema nervoso, músculos e esqueleto, e as articulações são envolvidas em toda a extensão das pernas desde os artelhos até o quadril.

Os músculos das pernas são vigorosíssimos e não apenas sustentam o peso do nosso corpo quando estamos de pé, mas também empenham-se ainda mais para impelir o corpo para a frente quando corremos.

A parte principal dos músculos da perna está na coxa, sendo ajudados pelos músculos das nádegas. Esses músculos fazem a maior parte do trabalho quando andamos.

Os músculos da barriga da perna têm uma função diferente. Eles movem os pés para baixo quando nós caminhamos com passos largos, fornecendo o "empurrão" final que move todo o nosso corpo para frente.

Os músculos dos órgãos internos

O músculo liso, dos órgãos internos do corpo, é também chamado de "involuntário'; porque ele trabalha sem que o controlemos conscientemente. Este tipo de músculo é feito de fibras mais curtas do que as dos músculos estriados. Eles têm uma estrutura ligeiramente diferente e são pontudos nas extremidades.

O músculo liso geralmente está disposto em finas camadas ao redor do órgão, e se contrai mais delicadamente do que os músculos estriados.

Duas camadas de músculos lisos cobrem a parte de fora do intestino. Os músculos se contraem para estreitar o intestino atrás da massa de comida; a parte estreitada move-se vagarosamente ao longo do intestino, conforme mais músculos lisos forem contraindo-se. Este movimento chamado peristalse, força a comida através do intestino como uma onda.

O músculo liso também pode ser visto em ação na íris do olho. Ele dá uma resposta imediata às mudanças da quantidade de luz contraindo ou dilatando a pupila.

O coração é na maior parte constituído de músculo cardíaco que é uma outra forma de músculo involuntário. Suas contrações rítmicas são controladas por um conjunto embutido de nervos que dão um sinal regular instruindo toda a massa de músculo a se contrair.

O esqueleto e os músculos trabalham juntos para nos dar liberdade de movimentos. O papel do esqueleto é sustentar o corpo, enquanto permite os movimentos através do sistema de articulações. A tarefa dos músculos é imensamente complicada, variando desde esforços muito grandes como correr, até os movimentos muito delicados dos dedos de um músico ou de um cirurgião. Todo o corpo e seus movimentos são controlados e supervisionados pelo cérebro e o resto do sistema nervoso.

Glossário

Abdômem: a parte do tronco abaixo das costelas.

Acido láctico: substância química residual formada nos músculos. Taxas muito altas de ácido láctico causam o cansaço (fadiga) muscular.

ADP: adenosina difosfato; uma substância química presente em todos os tecidos.

ATP: adenosina trifosfato; a substância química que dá força ao corpo. E conhecida como a "molécula de energia universal" porque é encontrada em todas as coisas vivas. O ATP se transforma em ADP (veja acima) liberando energia, o ADP é então reciclado em ATP uma vez mais.

Bíceps: os grandes músculos superiores do braço que provocam o levantamento do antebraço.

Cartilagem: material semelhante à borracha, escorregadio, que liga as juntas, reduzindo o atrito e almofadando os ossos.

Célula: a menor unidade viva do corpo.

Clavícula: osso longo e fino situado na parte da frente do ombro.

Cóccix: uma "cauda" fina no final da espinha. Constitui-se de várias vértebras fundidas juntas.

Colágeno: um material coriácio, elástico que fortalece as juntas e outras partes do corpo.

Crânio: a parte arredondada da cabeça que protege o cérebro.

Cúbito: um dos ossos do antebraço, está do lado oposto ao polegar.

Diafragma: uma lâmina de músculos e outro tecido que se estende através do abdômen logo abaixo das costelas. E importante para a respiração.

Dióxido de carbono: gás carbônico; gás sem cor produzido pelo corpo como um produto residual inútil e expelido pelos pulmões.

Elastina: material elástico encontrado sob a forma de flexíveis filamentos ou fibras. Ela é encontrada nos tendões e em outras partes fortes e flexíveis do corpo humano.

Espinha: é a coluna vertebral constituída de 33 ossos, interligados de modo a sustentar o corpo e permitir que ele se dobre.

Esqueleto: são os 206 05505 que formam a armação do corpo humano.

Esterno: o osso chato do peito, com forma de uma espada, que liga as costelas na frente do tórax.

Fêmur: o osso da coxa. É o maior e mais pesado osso do corpo humano.

Fígado: um grande órgão da parte superior do abdômen. Ele tem várias funções importantes, incluindo auxiliar a digestão, estocar energia e tornar determinados materiais do sangue inofensivos ao corpo humano.

Intestinos: um comprido tubo muscular no qual a alimentação é digerida. Os intestinos são constituídos pelo intestino delgado (duodeno, jejuno e íleo) e intestino grosso.

Junta: é a conexão entre os ossos. Algumas juntas são fixas e rígidas outras permitem movimentos livres dos ossos.

Laringe: o órgão da voz. Uma pequena caixa de cartilagem posicionada no pescoço, que contém as cordas vocais. Ela produz o som enquanto o ar é forçado pelos pulmões entre as cordas vocais.

Ligamento: um material viscoso e flexível que mantém ligados os ossos em uma junta.

Medula dos ossos: tecido macio que corre dentro da parte oca dos grandes ossos do corpo humano. As hemácias (glóbulos vermelhos) são produzidas na medula.

Medula Espinhal: um feixe de células nervosas muito longo, que começa no cérebro e percorre todo o interior da coluna vertebral.

Membrana: um material fino semelhante a pele, que cobre a maioria dos órgãos do corpo humano por dentro e por fora.

Miofibrilas: são os filamentos dentro das fibras musculares que provocam os movimentos de esticar e contrair.

Músculo: feixe de fibras que se contrai quando instruído pelo sistema nervoso. E o músculo que provoca o movimento dos ossos e de outras partes do corpo.

Músculo estriado ou esquelético: um tipo de músculo que movimenta os ossos do esqueleto.

Omoplata: osso grande com a forma de pá, que fica na parte de trás do ombro.

Pelve: cinturão de ossos formado pelo par de ossos do quadril unidos à espinha e ao sacro.

Peristalse: movimento de contração do tubo digestivo durante a digestão, que movimenta o alimento ao longo do intestino.

Perônio: o mais fino dos dois ossos que compõem a perna.

Rádio: um dos ossos que compõem o antebraço. O rádio está do mesmo lado do polegar.

Sacro: o osso que liga a espinha ao quadril ou pelve. O sacro constitui-se de cinco vértebras ligadas permanentemente.

Tendão: a conexão flexível e viscosa entre um músculo e um osso.

Tíbia: o osso da canela.

Tórax: o peito, a parte superior do tronco.

Tríceps: o músculo do braço que permite a extensão do antebraço.

Úmero: o único osso do braço. Sua extremidade forma o cotovelo.

Vértebras: pequenos ossos das costas que, ligados, formam a espinha.

Fonte: www.geocities.com

Sistema Esquelético

Trata-se de uma torre de ossos unidos por dobradiças e articulações, em um sistema tão admiravelmente equilibrado que permite correr, saltar e curva-se a despeito do pés pequenos. Os 206 ossos do adulto fixam os músculos e protege os orgãos vitais com grande variedades de formas e tamanhos.

Os ossos estão assim distriuidos: 32 ou 33 na coluna vertebral, 22 na cabeça, 24 costelas, 64 nos membros superiores, 62 nos membros inferiores, alguns ossos na região do ouvido e outros na região do torax.

As principais funções são: proteção, sustentação, local de armazenamento de ions de cálcio e potássio, além de um sitema de alavanca que movimentadas pelos músculos permitem os deslocamento do corpo, no todo ou em parte, e por fim local de produção de certas células do sangue.

Com relação a classificação dos ossos, eles podem ser:

a) longo

É aquele que apresenta um comprimento consideravelmente maior que a largura e a espessura. Exemplos são; fêmur, úmero, rádio, ulna e outros.

b) plano

É o que apresenta comprimento e largura equivalentes, predominando sobre a espessura. Exemplos são; ossos do crânio, como o parietal, occipital, frontal e outros.

c) curto

É aquele que apresenta equivalência das três dimensões. Os ossos do carpo e do tarso são excelentes exemplos

d) irregular

Possui um morfologia complexa. As vértebras e o osso temporal são exemplos.

e) pneumático

Apresenta uma ou mais cavidades, de volume variável, revestida de mucosa e contendo ar. Estas cavidades recebem o nome de seio.

f) sesamoídes

Desenvolvem na substância de certos tendões ou da capsula fibrosa de certas articulações.

Fonte: correionet.br.inter.net

permalink

SISTEMA ESQUELÉTICO Sistema Esquelético A flexibilidade surpreendente do pequeno corpo duma crianci  (ossos / sistema esquelético) escrito em segunda 20 abril 2009 23:06

Sistema Esquelético

A flexibilidade surpreendente do pequeno corpo duma criancinha, a dura fortaleza do físico dum atleta olímpico ou as curvas modeladas duma mulher sensual, até o corpo curvado da mulher idosa, que já tem perdido centímetros de altura e se torna arqueado e duro... Tudo isso fala dum sistema que nos sustenta e nos dá forma interiormente, possibilitando o corpo se endireitar, se arquear e os órgãos conservar um espaço apropriado para seu funcionamento. É a nossa estrutura óssea, o nosso sistema esquelético que deve receber muitos cuidados para conservar sua saúde.

Sistema Esquelético

O sistema esquelético está composto por 206 peças duras, resistentes e flexíveis chamadas ossos, pelas cartilagens que são partes mais moles que recobrem as extremidades dos ossos e fazem parte da estrutura do nariz, do pavilhão do ouvido e das costelas e pelos ligamentos que ligam os ossos nas articulações.

O esqueleto humano é o conjunto organizado de ossos, cartilagens e ligamentos que se interligam para formar e estabilizar o arcabouço do corpo. Podemos dividí-lo em duas categorías: o esqueleto axial e o apendicular.

Os ossos do esqueleto axial constituem o eixo principal do corpo e também formam as paredes de cavidades corporais como por exemplo: o crânio, a coluna vertebral, as costelas, o esterno, etc.

O esqueleto apendicular está formado pelos ossos das extremidades, tanto das superiores quanto das inferiores e os ossos dos ombros (a cintura peitoral) e o quadril (a pelve) que ligam os membros com o esqueleto axial.

Quimicamente, os ossos estão formados por matéria orgânica e por matéria inorgânica. A parte orgânica está composta principalmente pelo colágeno que é uma proteína que lhes concede elasticidade, flexibilidade e resistência. A parte inorgânica está formada por sais minerais, por exemplo o cálcio e o fosfato que conferem dureza e rigidez aos ossos.

Aproximadamente, a parte orgânica constitui 33% e a inorgânica 66% dos ossos. Essas proporções se modificam com a idade; na infância, a parte orgânica é comparativamente maior: é o período no que os ossos podem se tornar curvos e acontecer deformidades como o raquitismo, por exemplo quando não se recebem as quantidades necessárias de sais de cálcio.

O cálcio, o elemento fundamental para o funcionamento normal do organismo, obtem-se dos alimentos da dieta diária.

Ele proporciona rigidez não apenas aos ossos, mas também aos dentes.

Ele intervem em diversos processos como a contração muscular, a transmissão de impulsos nervosos, a coagulação do sangue, etc.

Nos ossos, achamos três classes principais de células ósseas: os osteoblastos, os osteócitos e os osteoclastos. Os osteoblastos têm a responsabilidade da formação do osso. Eles sintetizam e segregam o colágeno, que se alinha organizadamente formando uma matriz orgânica conhecida como osteoide. Nela se deposita o cálcio e o fosfato em forma de massa amorfa. Depois, com o acréscimo de íones hidróxido e bicarbonato à parte mineral, formam- se os cristais maduros.

Os ossos contêm dois tipos de tecido ósseo: o osso compacto e o osso esponjoso.

O denominado osso compacto se localiza na parte externa, embaixo do periósteo (a membrana conjuntiva que reveste os ossos) de grande dureza e densidade, cuja grossura depende da exigência mecânica. Organiza-se em forma de finas lâminas concêntricas, que fazem parte dos denominados sistemas Haversianos.

O osso esponjoso é o de menor peso, tem forma de grade, com espaços ósseos nos que se encontra a medula óssea. Geralmente, localiza-se na parte interna da diáfise ou corpo dos ossos e nas extremidades ou epífise.

O osso está revestido pelo periósteo que é uma membrana com uma particularidade fibrosa que se cola com firmeza a ele. Na sua face interna possui os osteoblastos que participam do crescimento e da restauração do osso. É vascularizada e essa é uma caraterística muito importante, posto que através de seus vasos sangüíneos chegam substâncias nutrícias às células ósseas.

As funções principais dos ossos são:

Apoio do corpo

Fornecem pontos de inserção aos músculos de modo que possam se originar os movimentos. Os ossos juntamente com os músculos e as articulações, fazem parte do sistema locomotor.

Fornecem rigidez ao corpo

Protegem os órgãos internos como o cérebro, os pulmões, etc. formando cavidades duras onde eles se encontram, por exemplo o crânio.

São lugares de origem das células sanguíneas. Os ossos possuem uma parte denominada medula óssea vermelha, onde se fabricam os glóbulos vermelhos.

Segundo sua forma, os ossos se classificam em longos, curtos, planos e irregulares.

Considera-se a este tipo como "o protótipo de osso". Denominamos diáfise ao eixo ou ao corpo dos ossos de característica oca e epífise às suas extremidades. Na diáfise, podemos diferenciar uma camada externa de osso compacto de aproximadamente 3 mm. de grossura e na parte interna encontramos osso esponjoso, do mesmo jeito que nas extremidades onde são particularmente esponjosos e expandidos, nos que o osso compacto é de pouca espessura e semelhante a uma casca grossa.

Osso

Na cavidade medular da diáfise dos ossos longos dum adulto encontramos a medula óssea amarela (principalmente gordura). Ela pode voltar a se transformar em medula óssea vermelha. Na epífise ou extremidades, os interstícios dos ossos esponjosos estão repletos de medula óssea vermelha ou tecido hematopoético (produtor de glóbulos vermelhos).

Osso da Mão e Punho

Os ossos longos têm maior longitude do que largura; por exemplo podemos mencionar o úmero, o fêmur, as falanges dos dedos, etc.
Eles agem como alavancas para gerar o movimento na contração muscular. Os ossos longos dos membros inferiores são os que agüentam o peso corporal.

Esses ossos são aplanados e ligeiramente curvos. Podemos citar a omoplata, os ossos do crânio, etc.

Por exemplo nos ossos do crânio, o osso compacto forma uma tábua externa e outra interna; no meio das duas encontramos osso esponjoso que é rico em veias e recebe o nome de diploe. Essas duplas camadas compactas desempenham uma função de proteção, posto que uma pancada na cabeça pode fraturar a camada externa e não a interna, que desse jeito não se prejudica e protege o encéfalo.

Nesta categoría se encontram os ossos do carpo (ossos do pulso), os ossos do tarso (ossos do tornozelo), etc. Eles estão agrupados e possibilitam o movimento formando pontes de ligação. Também intervêm sobretudo em matérias de estabilidade, como por exemplo no caso do tornozelo.

Fonte: www.professoronline.ac.mz

Sistema Esquelético

Função

  • Proteção
  • Sustentação
  • Sistema de alavancas
  • Produção de células sanguineas
  • Armazenamento de íons cations

Sistema de Alavancas

Movimento ativo: Músculos (estriado esquelético)

Movimento passivo: ossos

Ligados pelas articulações.

PRODUÇÃO DE CÉLULAS SANGUINEAS

  • Ossos
  • Medula óssea (M.O)
  • Glóbulos brancos (leucócitos) defesa
  • Glóbulos vermelhos (hemácias) produção células verm.

ARMAZENAMENTO DE ÍONS E CÁLCIO

Cálcio: encontra-se em todas as células do corpo humano.

Fósforo: todas as células precisam de fósforo e glicose que é transformado em energia para as células. ATP – dinosina de trifosfato.

O fosfato e encontrado dentro das mitocondreas das células.

CÉLULAS DO TECIDO ÓSSEO

Osteócitos: Células adultas ( funcional )

Osteoblastos: Células jovens ( formação )

Osteoclastos: Remoção do tecido ósseo

Osteoplastos: Membrana que envolve os osteócitos.

Os canais encontrados nos ossos são :

HORIZONTAL: CANAIS DE VOLKMANN

VERTICAL: CANAIS DE HAVERS

FUNÇÃO DOS CANAIS

É por onde passam veias e artérias que alimentam os ossos, as artérias levam oxigênio e nutrientes e as veias coletam o CO2 e os resíduos metabólicos.

Os osteoplastos possuem canalicos que são ramificações que na realidade interligam os vários osteoplastos. Fazendo com que haja uma vasta rede, alimentando com oxigênio e nutrientes e removendo CO2 das células mais distantes dos canais.

A troca das células ósseas de um adulto fica em torno de 3 em 3 meses.

Existe um espaço entre as células do tecido ósseo que são chamados: "matrix extracelular" esta matrix é preenchida com "cálcio, fósforo, carbono e magnésio".

O que dá resistência no osso são os "sais ósseos".

A proteína é um conjunto de aminoácidos.

As proteínas dos ossos são os colágenos, são os colágenos que da flexibilidade nos ossos.

O crescimento da criança e mais rápido, pois esta crescendo todas as partes do corpo isto é chamado de "metabolismo".

Metabolismo: é o funcionamento das células.

A troca das células é mais rápida em crianças do que os adultos, e por consequência as dos adultos são mais rápidas do que as do idosos.

RETIRADA E REPOSIÇÃO DE TECIDO ÓSSEOS

  • Criança Adulto Velhice
  • 3 osteoblastos igual menos
  • 1 osteóclastos igual mais

OSTEOCLASTOS

Rico em enzimas digestivas é ele que faz a retirada do tecido ósseo. Quando os osteoclastos vão retirar a camada óssea através de seus tentáculos, liberando duas substâncias: enzimas proteoliticas e ácidos cítricos, lático. Os quebram os sais ósseos e as enzimas proteolíticas quebram as proteínas do tecido ósseo ( colageno ) e as proteínas da células.

Para a reposição da camada óssea as células que ficaram nos ossos sentem falta do contato que existia com a célula que foi removida, sendo assim estas células emitem uma informação ao núcleo da célula que estimula a ploriferação de outras células tampando o buraco. O sinal enviado ao núcleo da célula é conhecido de glicocalix.

REMODELAMENTO ÓSSEO

Troca constante com objetivo de manter tecido funciopnal.

APOSTILA

CÁLCIO E FOSFATO NO LÍQUIDO EXTRACELULAR E NO PLASMA FUNÇÃO DA VITAMINA D

ABSORÇÃO INTESTINAL DE CÁCIO E DE FOSFATO

O cálcio é pouco absorvido pelo tubo intestinal, o fosfato é facilmente absorvido na maior parte do corpo, exceto quando existe excesso de cálcio na dieta; o cálcio tente a formar compostos de fosfato de cálcio quase insolúveis, que não são absorvidos, mas passam pelos intestinos e são secretados nas fezes.

Cerca de nove décimos da ingestão diária de cálcio são excretados nas fezes, enquanto o décimo restante é eliminado na urina.

A EXCRESÃO INTESTINAL E URINÁRIA DE FOSFATO

À excreção de fosfato excretada nas fezes, em combinação com o cálcio, quase todo o fosfato da dieta é absorvido no sangue a partir do intestino, posteriormente, excretado na urina.

O fosfato é uma substância com limiar, isto é, quando sua concentração plasmática está abaixo do valor crítico, não há perda de fosfato na urina: porém acima desta concentração critica, a perda do fosfato é diretamente proporcional ao novo aumento. O rim regula a concentração de fosfato no líquido extracelular, alterando sua excreção de acordo com a concentração plasmática.

VITAMINA D NA ABSORÇÃO DO CÁLCIO E DO FOSFATO

A vitamina D exerce em potente efeito, aumentando a absorção de cálcio pelo tubo intestinal. É necessário que a vitamina D seja inicialmente convertida numa substância final ativa, série de uma reação no fígado e rim.

O mais importante desses compostos, denominado vitamina D3 ( colecalciferol ). A maior parte desta substância é formada na pele, como consequência da irradiação pelos raios ultravioletas do sol. A exposição adequada ao sol impede a o desenvolvimento de deficiência da vitamina D. O hormônio paratireóideo exerce potente efeito sobre a determinação dos efeitos funcionais da vitamina D no organismo, especialmente seus efeitos sobre a absorção de cálcio no intestino e seus efeitos sobre o osso.

O hormónio paratireóideo promove a conversão de uma substância nos rins; todavia, quando este hormônio está deprimido, esta substância é convertida num composto ligeiramente diferente que possui pouco efeito de vitamina D3.

Quando a concentração plasmática de cálcio já está muito elevada, a formação da substância sofre redução acentuada. Por sua vez, a falta da substância diminui a absorção do cálcio pelo intestino, ossos e túbulos renais, com a consequência diminuição de íons cálcio.

CÁLCIO NO PLASMA E NO LÍQUIDO INTERSTICIAL

É evidente que o nível plasmático de cálcio é regulado dentro de limites muito estritos, e principalmente pelo hormônio paratireóideo. O cálcio no plasma encontra-se presente sob três formas diferentes, cerca de 40% do cálcio estão combinados às proteínas plasmáticas e, nesta forma não se difundem através da membrana capilar, cerca de 10% do cálcio difundem-se através da membrana capilar, mas encontram-se combinados com outras substâncias do plasma e do liquido intertisciais, os 50% restante de cálcio do plasma são difusíveis através da membrana capilar e ionizados. Este cálcio ionico é importante para a maioria das funções do cálcio no organismo, incluindo seu efeito sobre o coração, sistema nervoso e a formação óssea.

Quando a concentração de íons cálcio no líquido extracelular cai abaixo do normal, o sistema nervoso torna-se progresivamente mais excitável, devido ao aumento de permeabilidade na membrana neuronal aos íons sódio, permitindo a fácil início dos potenciais de ação. Na presença de concentrações plamática de íons cálcio de cerca de 50% abaixo do normal, as fibras nervosas periféricas , em particular, tornam-se tão excitáveis que começam descarregar espontaneamente, iniciando uma série de impulsos nervosos que passam para os músculos esqueléticos e desencadeiam contrações musculares involuntárias.

HIPERCALCEMIA

Quando o nível de cálcio nos líquidos corporais se elevam acima do normal, ocorre depressão do sistema nervoso, e as atividades reflexas do sistema nervoso central ficam bem mais lentas.

O OSSO E SUAS RELAÇÕES COM O CÁLCIO E O FOSFATO EXTRACELULARES

O osso é composto de uma matriz orgânica rígida, que é muito fortalecida pelo depósito de sais de cálcio. O osso compacto médio contém, em peso, cerca 30% de matriz e 70% de sais. O osso recém-formado pode conter uma percentagem consideravelmente maior de matriz em relação aos sais.

MATRIZ ORGÂNICA DOS OSSOS

A matriz do osso é contituida por 90 a 95% de fibras colágenas, sendo o restante representado por um meio homogêneo, denominado substância fundamental. As fibras colágenas estendem-se primeiramente ao logo das linhas se força tensional. Essas fibras dão ao nosso osso a sua poderosa força elástica.

MECÂNISMO DE CALCIFICAÇÃO ÓSSEA

O estágio inicial da produção do osso consiste na secreção de moléculas de colágeno e substância fundamental pelos osteoblastos. Formando fibras colágenas; o tecido resultante é o osteóide, um material semelhante a cartilagem, porém diferindo dela, devido a precipitação de sais de cálcio. À medida que o osteóide se forma, alguns osteoblastos ficam aprisionados no osteóide, passando a ser denominado osteócitos.

PRECIPITAÇÃO DE CÁLCIO NOS TECIDOS NÃO-ÓSSEOS EM CONDIÇÕES ANORMAIS

Embora os sais de cálcio quase nunca se precipitem nos tecidos normais além do osso, eles podem fazê-lo em condições anormais. Por exemplo, percipitam-se nas paredes arteriais na condição denominada arteriosclerose , de modo que as artérias se transformam em tubos semelhantes a osso. Da mesma maneira, os sais de cálcio quase sempre se depositam nos tecidos de degeneração ou em antigos coágulos sanguineos. É provável que nestes casos, os fatores inibidores que normalmente impedem o depósito de sais de cálcio desaparecem dos tecidos, permitindo assim, a ocorrência de precipitação.

CÁLCIO PERMUTÁVEL

A importância do cálcio permutável para o organismo é que ele representa um rápido mecanismo tampão, de modo a evitar que a concentração de íons cálcio nos líquidos extracelulares se eleve excessivamente ou caia até niveis muito baixos, em condições transitórias de excesso ou de menor disponibilidade de cálcio.

REPARO DE FRATURAS

A fratura de um osso, ativa ao máximo todos os osteoblastos periósteo e intra-ósseos envolvidos na fratura. Além disso, forma-se grande número de novos osteoblastos, quase imediatamente, a partir das células osteoprogenitoras, que são células-tronco ósseas. Em pouco tempo surge, entre as duas extremidades fraturadas do osso, uma grande elevação de tecidos osteoblástico e nova matriz óssea orgânica, seguida rapidamente pela deposição de sais de cálcio. Denominado CALO.

HORMÔNIO PARATIREÓIDEO

Soube-se que o aumento da atividade da glândula paratireóide causava rápida absorção de sais de cálcio dos ossos, resultando em hipercalcemia no líquido extracelular. Por outro lado, a hipofunção das glândulas paratireóides causavam hipocalcemia, quase sempre com tetania resultante. Além disso o hormônio paratireóide é importante no metabolismo do fosfato, bem como no metabolismo do cálcio.

ANATOMIA FISIOLÓGICA DAS GLÂNDULAS PARATIREÓDES

Normalmente , existem 4 glândulas paratireóides no ser humano, localizadas atrás da glândula tireóide. A tireoidectomia total ou subtotal resultava quase sempre na remoção total das glândulas paratireóides.

A remoção da metade das glândulas paratireóides causa em geral pouca anormalidade fisiológica. Todavia, a remoção de três das quatro glândulas normais costuma provocar hipoparatireoidismo transitório. Entretanto, até mesmo uma, pequena quantidade de tecido paratireóideo restante é habitualmente capaz de sofrer hipertrofia, de modo a desepenhar a função de todas as glândulas.

EFEITO DO HORMÔNIO PARATIREÓIDEO SOBRE A CONCENTRAÇÃO DE CÁLCIO E DE FOSFATO NO LÍQUIDO EXTRACELULAR

A elevação da concentração de íons cálcio é causada por dois efeitos: 1 – pelo efeito do hormônio paratireóideo, no sentido de absorver a absorção de cálcio e de fosfato no osso. 2 – pelo rápido efeito no hormônio paratireóideo no sentido de reduzir a excreção renal de cálcio. Por outro lado, o declínio na concentração de fosfato é ocasionado por um efeito muito forte do hormônio Paratireóideo sobre os rins, resultando em excreção excessiva de fosfato, em geral, é grande o suficiente para sobrepujar o aumento da absorção de fosfato no osso.

EFEITO DO HORMÔNIO PARATIREÓIDEO SOBRE A EXCRESÃO DE FOSFATO E CÁLCIO PELO RINS

O hormônio paratireóideo sobre os rins aumenta a reabsorção de cálcio, a perda contínua de cálcio na urina levaria eventualmente a depleção desse mineral nos ossos.

CONTROLE NA SECREÇÃO DE PARATIREÓIDEA PELA CONCENTRAÇÃO DE ÍONS CÁLCIO

Qualquer condição capaz de elevar a concentração de íons cálcio determina a diminuição da atividade e do tamanho das glândulas paratireóides. Essa condição incluem: 1 – quantidades excessivas de cálcio na dieta; 2 – aumento da vitamina D na dieta; 3 – absorção óssea causada por fatores distintos do hormônio paratireóideo ( por exemplo: absorção óssea causada pelo desuso ósseo).

CALCITONINA

É um novo hormônio que exerce efeitos fracos sobre a calcemia, opostos aos paratireóideos, esse hormônio e denominado "calcitonina ". por reduzir a concentração sanguínea de íons cálcio, é secretado pela tireóide, é cosntituida pela uma cadei de 32 aminoácidos.

FISIOLOGIA DAS DOENÇAS PARATIREÓIDEAS E ÓSSEAS

HIPOPARATIREODISMO

Quando as glândulas paratireóides não secretam quantidades suficientes de hormônio, a reabsorção osteócita de cálcio diminui, e os osteoclastos também ficam quase totalmente inativos. Como consequência, a reabsorção de cálcio no osso fica tão deprimida que o nível de cálcio nos líquidos corporais diminui. Como o cálcio e o fosfato não estão sendo absorvidos dos ossos, este geralmente permanece forte.

HIPERPARATIREOIDISMO

Embora leve possa ocorrer deposição de novo osso rápido o suficiente para compensar o aumento da reabsorção osteoclastica logo sobrepuja a deposição osteoblástica, de modo que o osso pode ser quase totalmente devorado.

Possuem tendência extrema para formar cálculos renais. A razão disso é que todo excesso de cálcio e fosfato absorvido do intestino ou mobilizado dos ossos no hiperparatireoidismo é excretado pelo rins, ocasionando elevação proporcional das concentrações urinarias dessa subst6ancia. Em consequ6encia os cristais de fosfato de cálcio tendem a prescipitar-se nos rins, formando cálculos de fosfato de cálcio.

RAQUITISMO

Em geral, o raquitismo é devido mais a falta de vitamina D do que à carência dietética de cálcio ou fosfato. Se a criança for adequadamente exposta a luz solar , forma uma substância na pele que torna-se ativa pelos raios ultravioletas e forma a vitamina D3, que impede o desenvolvimento do raquitismo, ao promover a absorção de cálcio e fosfato no intestino.

Durante o raquitismo prolongado, o acentuado aumento compensador da secreção de hormônio paratireóideo determina a absorção osteoclastica extrema do osso, por sua vez, torna o osso progressivamente mais fraco e impõe stresse físico acentuado sobre o osso, resultando uma rápida atividade osteoblástica. Os osteoblastos depositam grandes quantidades de osteóide que não se calcifica, devido à quantidade insuficiente de íons cálcio e fosfato. Em consequência, o osteóide recém formado, não calsificado e muito fraco substitui gradualmente o osso mais velho que esta sendo reabsorvido, tendo uma ossatura com problemas.

OSTEOPOROSE

É a mais comum de todas as doenças ósseas se adulto, sobretudo na velhice. Diferente da osteomalacia e do raquitismo por resultar mais da diminuição da matriz orgânica do que da calcificação anormal do osso. Na osteoporose a atividade osteoblástica do osso é inferior ao normal, a velocidade de deposição de osteóide fica reduzido. Em certas ocasiões, como na hiperparatireodismo, a causa da diminuição do osso consiste numa excessiva atividade osteoclástica.

As causas mais comuns de osteoporose incluem:

1 – falta de stresse físico dos ossos, devido à inatividade

2 – desnutrição suficientemente extensa a ponto de impedir a formação da matriz protéica; falta de carbono, cálcio, fósforo, potássio, magnésio, proteínas.

3 – Falta de vitamina C, que é necessária para a secreção das substâncias intercelulares por todas as células, incluindo a formação de osteóide pelos osteoblastos

4 – falta de secreção de extrogênio na pós-menopausa, visto que os extrogênios exercem atividade extimulante sobre os osteoblastos

5 – velhice, devido à acentuada diminuição de hormônios do crescimento, somado ao fato de que muitas das funções anabolicas protícas estão deficientes, de modo que não pode haver deposição satisfatória da matriz

6 – distúbio das glândulas paratireódes; controla o nível de cálcio e fosfato no meio extracelular

7 – Pré disposição genética. A osteoporose pode ser causada por numerosas doenças ou deficiências do metabolismo das proteínas

8 – Falta de vitamina D3; a falta de vitamina D3 leva a diminuição na absorção de cálcio e fostato

Menopausa diminui a ação do extrogênio desregula os osteoblastos, nesta situação os osteoblastos sobre sai tendo uma remoção grande de cálcio dos ossos tendo osteoporose

FISIOLOGIA DOS DENTES

DENTINA

os principais constituintes da dentína são muito semelhantes aos do ossos. A principal diferença reside na sua organização histológica, portanto a dentina não contém quaisquer osteoblástos, osteócitos, osteoclastos ou espaços para vasos sanguíneos ou nervos. É depositada e nutrida pela camada denominada odontoblastos , que reveste sua superfície interna ao longo da parede da cavidade da polpa.

Os sais de cálcio na dentina a tornam extremamente resistentes às forças de compressão, enquanto as fibras colágenas a tornam rígidas e resistente às forças de tensão que poderiam surgir quando os dentes batem contra objetos sólidos.

ESMALTE

A superfície externa do dente é reboberta por uma camada de esmalte que é formada antes do nascimento do ente por células epiteliais especiais denominadas ameloblastos.

POLPA

É constituido por tecido conjuntivo com abundante suprimento de fibras nervosas, vasos sanguíneos e linfáticos.

ANORMALIDADES DENTÁRIAS

As bactérias dependem, em grande partes de carboidratos para sua alimentação. Quando existem carboidratos seus sistemas metabólicos são fortemente ativados, e as bactérias se multiplicam. Além disso formam ácidos lácticos bem com enzimas proteolíticas . Os ácidos são os principais responsáveis pela formação de cáries, uma vez que os sais de cálcio dos dentes são lentamente dissolvidos em meio altamente ácido.

Como as bactérias das cáries dependem dos carboidratos, ensina-se quase sempre que a ingestão rica em carboidratos leva ao desenvolvimento excessivos de cáries. Todavia, não é a quantidade de carboidratos ingeridos, porém a frequência com que são ingeridos. Quando ingerimos em parcelas muito pequenas durante todo o dia, como na forma de balas, as bactérias recebem seu substrato metabólico preferido durante muitas horas do dia, de modo que o desenvolvimento de cáries é extremo.

Fonte: br.geocities.com

permalink