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músculos / sistema muscular

SALVE SEU PESCOÇO  (músculos / sistema muscular) escrito em sábado 23 maio 2009 23:06

Confesse: você anda maltratando seu pescoço. Senta errado na cadeira, fica curvado em frente ao computador, dorme com um travesseiro muito alto, força-o demais quando faz exercícios abdominais na academia. Se até uma girafa, ao beber água, abre as pernas para baixar seus quase 3 metros de cangote e não entortá-lo, você também deveria se preocupar em proteger o seu. Afinal, tem as mesmas sete vértebras cervicais que o do bicho, mas certamente um QI maior do que o dele.

Segundo estimativas dos especialistas da Escola Médica de Harvard (EUA), sete em cada dez pessoas vão ter em algum momento da vida um distúrbio nessa região, desde incômodos passageiros até dores crônicas insuportáveis. "São problemas geralmente causados por erros de postura, excesso de tensão muscular ou estresse e, de forma indireta, por exercícios inadequados ou acidentes (como fraturas, hérnia de disco, entre outros)", diz a fisioterapeuta postural Cinthia Ito, do Instituto Vita, em São Paulo. A verdade é que seu pescoço, um sofisticado complexo que envolve músculos, articulações, ligamentos, nervos e ossos, é extremamente sensível e precisa de cuidados - não estamos falando de esconder uma possível marca delatora do chupão - para preservar sua flexibilidade. Lembre-se de que ela garante que você possa entortar a cabeça de maneira estratégica para espiar o decote da gata sentada na mesa ao lado no bar. Já imaginou ter um torcicolo nesse exato momento?

  EVITE ESTES ERROS

Aprenda a não colocar seu pescoço em risco no dia-a-dia

Na cama. Evite dormir de bruços com o pescoço torto para o lado. Prefira a posição de barriga para cima, usando apenas um travesseiro para apoiar a cabeça na curvatura natural da cervical, ou de lado, colocando um travesseiro entre as pernas para não forçar a coluna. Nada de ler deitado com a cabeça apoiada na cabeceira da cama ou em vários travesseiros. Sente-se com as pernas e a coluna retas, apoiando o livro numa almofada no colo.

No computador. Respeite as curvas fisiológicas da coluna. Sente-se reto na cadeira sem dobrar o pescoço (curvado para baixo, a pressão nos músculos da nuca chega a aumentar 50%). Mantenha o topo da tela do monitor alinhado ao nível de seus olhos. E se você trabalha o dia inteiro em frente à máquina, lembre-se de fazer de vez em quando movimentos de rotação com a cabeça para aliviar a tensão no pescoço.

Ao telefone. Não prenda o fone entre a cabeça e o ombro. Se você usa o aparelho com muita freqüência ou tiver de ficar com as mãos livres durante conversas de longa duração, opte por um headset (aquele fone de ouvido com microfone acoplado) ou o vivavoz. Ficar com o pescoço torto é meio caminho andado para um torcicolo.

Ao volante. Mantenha o encosto de cabeça do banco de forma que a curvatura acolchoada se encaixe na curvatura da sua cervical. O efeito chicote, que ocorre quando a cabeça é projetada para a frente durante uma colisão e retorna violentamente para trás, é a principal causa de lesões graves na coluna cervical nos acidentes de trânsito.

Com a mochila nas costas. Não carregue peso demais na mochila, o que obriga você a ficar com o pescoço tenso e curvado para baixo. Preste atenção na postura ao andar - é necessário manter a cervical reta, não deixe a mochila causar um desequilíbrio. Evite também carregar uma bolsa muito pesada em um dos lados do corpo. Você força os músculos dos ombros e do pescoço, que trabalham em conjunto.


A porção cervical é mais flexível do que o resto da coluna para permitir os movimentos da cabeça. "Mas abusamos dessa maleabilidade", diz o médico João ugusto Figueiró, do Centro de Dor do Hospital das Clínicas de São Paulo.

O incômodo campeão de ocorrências é o torcicolo. "Ele costuma acontecer de repente e geralmente está associado a traumas banais ou movimentos abruptos da cabeça", conta Marcelo Poderoso, ortopedista do Instituto Vita. A articulação trava, provocando contração súbita e involuntária do músculo. O pescoço então fica duro. O travamento dolorido tem uma função protetora: evita que a lesão na articulação se transforme em algo mais grave.

No dia-a-dia, muita gente deixa o problema para lá, mas, segundo os especialistas, o ideal seria usar um colar cervical (aquela estrutura horrível que imobiliza seu pescoço, fazendo você parecer um andróide) e tomar analgésicos e relaxantes musculares. Nada de fazer automassagem ou estalar o pescoço para destravar. "O sistema nervoso é como a fiação elétrica de uma casa. Se você mexer nos fios - que no corpo são as raízes nervosas que saem da medula - de maneira inadequada, pode provocar um curto-circuito. Ou seja, manipular essa região incorretamente pode irradiar a dor para outra área do corpo", explica a fisioterapeuta Cinthia Ito. "O que pode aliviar o desconforto é a aplicação de compressa de bolsa de água quente no local", ensina o ortopedista Eduardo Barros Puertas, chefe do Grupo de Coluna do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

COM O MUNDO NAS COSTAS
Não são apenas maus-tratos que podem fazer seu pescoço dar o alerta. Perceba como ele fica rígido toda vez que você se estressa ou se sente contrariado. "Em mais de 90% dos casos, os desconfortos no pescoço são provocados por estresse", afirma Puertas. Trata-se de um movimento inconsciente: a tensão é transferida para o trapézio, músculo das costas, e o indivíduo acaba curvando os ombros. "O músculo fica em estado de alerta, como se preparasse para uma sobrecarga", diz Cinthia Ito. Segundo o ortopedista Lafayette Lage, da Clínica Lage Ortopedia de Ponta, de São Paulo, os músculos da parte de trás do pescoço têm de estar naturalmente rijos para suportar os 5 quilos da cabeça. "A dor surge quando eles trabalham além da conta, sofrendo contrações de fundo nervoso", completa Lage.

  PRESTE ATENÇÃO NESTE COMPLEXO MECANISMO

Veja quantas peças são necessárias para dar jogo ao seu pescoço

7 VÉRTEBRAS CERVICAIS. Entre elas, os discos funcionam como amortecedores de impacto

32 MÚSCULOS e uma rede de ligamentos mantêm as vértebras no lugar
8 NERVOS e 4 ARTÉRIAS conduzem os impulsos nervosos e o sangue

Em seu interior estão a LARINGE e a TRAQUÉIA. Na parte frontal, as glândulas tireóide e paratireóides. Toda essa estrutura fica protegida pelo osso hióide e pelas cartilagens tireóide (o pomo-de-adão dos homens) e cricóide


A psicóloga Célia Regina de Mello, de São Paulo, vai mais longe e explica que, além de funcionar como um canal de ligação física entre a cabeça e o corpo, o pescoço faz a comunicação do mental com o emocional. "Tensão e contratura nessa região estão associadas a emoções contidas e ao peso de responsabilidades", diz. Ou seja, quando você se sente sob pressão no trabalho, seu pescoço dá o alerta. Respiração e alongamento costumam ser eficazes para aliviar a tensão (veja o quadro abaixo).

O estresse emocional quase levou a nocaute o contador carioca Sandoval Gomes de Sena Neto, de 38 anos. Ao sentir rigidez na cervical, não deu importância ao incômodo, que evoluiu para uma dor aguda que irradiava para os ombros e a cabeça. Assessor da presidência de uma companhia estatal, trabalhava 14 horas por dia e enfrentava uma separação conjugal litigiosa. Mas não relacionou a tensão no pescoço à turbulência psíquica e emocional. "Apelava para remédios, mas as dores voltavam com freqüência", conta.

Conviveu com o problema por dois anos, achando que podia agüentar. Chegou a procurar alívio na acupuntura, terapia chinesa das agulhas, de eficácia comprovada no combate às dores musculares, mas por falta de tempo voltou aos comprimidos. De relaxantes musculares, passou aos ansiolíticos (remédios que controlam a ansiedade). Até que, sob efeito dos medicamentos, desmaiou ao volante e bateu o carro. Teve várias fraturas que o obrigaram a ficar três meses em repouso. Só assim repensou a vida. "Parei de trabalhar além do expediente, voltei a praticar ioga e não abro mão do meu tempo de descanso. As dores no pescoço acabaram", festeja.

  ALIVIE A PRESSÃO NO PESCOÇO

Diminua a tensão na região cervical com alongamentos. "Eles também destravam os ombros", diz a fisioterapeuta Adeline Moraschi Enriquez, de São Paulo, que ensina os exercícios passo a passo.

PRIMEIRO RESPIRE
Avalie sua respiração: inspire em frente ao espelho e repare se suas narinas se abrem e a musculatura do pescoço parece saltar. Se for essa a imagem que vê, sua respiração é superficial e sobrecarrega o pescoço ao mandar o ar para dentro - o que é errado. O certo é respirar profundamente, levando o ar até o diafragma, músculo que separa o tórax do abdome.
1. Em pé ou deitado, coluna reta, coloque uma mão sobre o tórax e a outra sobre o abdome.
2. Inspire fundo, percebendo a mão que está no abdome subir. Solte o ar lentamente, sentindo o abdome murchar. "A cada vez que você expira, a musculatura se alonga", explica a fisioterapeuta.
3. Repita até sentir a respiração tranqüila e ritmada.

PARA FAZER SENTADO
EXERCÍCIO 1: sente-se com a coluna ereta, quadril encaixado, sentindo o cóccix (o osso da parte inferior da coluna) apoiado na cadeira.
1. Inspire lentamente, sentindo o ar chegar ao abdome.
2. Expire virando o pescoço para o lado direito, como se fosse olhar por trás do ombro.
3. Segure a posição de 10 a 15 segundos. Inspire novamente e, ao expirar, avance a cabeça um pouco mais. Sinta a musculatura se alongando. Volte à posição inicial. Repita o exercício do lado esquerdo. Faça três vezes de cada lado.

EXERCÍCIO 2: sente-se com os braços esticados e segure a cadeira por baixo do assento.
1. Inspire levando o ar até o abdome e, expirando devagar, incline o pescoço lateralmente para a direita, como se fosse encostar a orelha no ombro.
2. Alongue-se até onde conseguir, mantendo a posição de 10 a 15 segundos. Volte a cabeça à posição inicial. Faça três vezes de cada lado.

PARA FAZER EM PÉ
Fique ereto com os braços relaxados ao longo do corpo e os pés juntos.
1. Inspire profundamente e, ao expirar, leve o queixo em direção ao peito, empurrando os ombros para trás e para baixo. Se quiser, coloque as mãos na cabeça fazendo uma leve pressão para baixo. Suba a cabeça bem devagar. Repita três vezes.
2. Em seguida, expire erguendo o queixo para o alto. Faça três vezes bem devagar.
3. Termine com um movimento de rotação da cabeça de 360 graus, três vezes para cada lado.

PARA FAZER DEITADO
De costas na cama, sem o travesseiro, estenda braços e pernas e inspire fundo. Solte o ar virando o pescoço para o lado direito, olhando para o ombro. Mantenha-se assim or alguns segundos e volte à posição inicial. Repita três vezes de cada lado. "Esse alongamento é ótimo para relaxar antes de dormir", diz a fisioterapeuta Adeline Enriquez.


TUDO É UMA QUESTÃO DE POSTURA

Excesso ou prática inadequada de exercícios também estão por trás da dor. Já viu aquele cara que, nos abdominais, flexiona o pescoço e direciona a força mais para a cervical do que para o abdome? É um erro comum, além da sobrecarga no treino com pesos. Segundo Ivan do Espírito Santo, coordenador de musculação da academia Reebok Sports Club, em São Paulo, exercícios de ombros, como elevação lateral com halteres, remada alta e encolhimento, feitos de maneira incorreta, detonam o pescoço. "É fundamental executá-los sob a supervisão do instrutor", recomenda.

Dormir de barriga para baixo também coloca seu pescoço a prêmio: ele fica horas torto, sob tensão. Travesseiro alto agrava o problema, por manter o pescoço muito flexionado. A Associação Americana de Terapia Física considera os modelos de pena melhores do que os de espuma, por se moldarem ao pescoço. O travesseiro tem de servir de apoio para a curvatura natural da nuca, e não para o alto da cabeça.

Não espere a dor ficar crônica para procurar ajuda. "Quando o problema já está instalado, é mais difícil de ser solucionado", diz Márcio De Luna, fisioterapeuta e presidente da Associação Brasileira de Acupuntura Seção Rio. Além dos tratamentos convencionais, as terapias complementares costumam dar resultado no alívio à dor. Além da acupuntura, há a quiropraxia, massagem com manipulação das vértebras, e os exercícios de alongamento e respiração da reeducação postural global (RPG).

Em tempos de tanto estresse e acúmulo de funções, é grande o risco das dores no pescoço, mas dá para se prevenir. "Especialmente no trabalho, onde se passa a maior parte do tempo, deve-se investir em medidas de ergonomia, como manter a postura correta ao sentar e ao falar ao telefone e adequar a posição da cadeira e do computador", aconselha a fisioterapeuta Cinthia Ito.

   RELAXE NO CHUVEIRO

A água quente ajuda a descontrair a musculatura da cervical. Aproveite a hora do banho para uma destravada geral. Embaixo do chuveiro, lentamente olhe para cima e para baixo, mexa a cabeça para os lados e faça movimentos de rotação suaves, alongando sem forçar. Se sentir dor, pare.

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HIPERTROFIA MUSCULAR: INFORMAÇÕES BÁSICAS  (músculos / sistema muscular) escrito em sexta 01 maio 2009 18:41

ImageHipertrofia Muscular

O processo de hipertrofia tem sua origem em um princípio básico dos organismos vivos: a auto-organização, conforme definido por Capra (2001). Ao afastarmos nosso organismo do equilíbrio ele reage por intermédio de reações complexas para alcançar novamente o equilíbrio. Por vezes, estas reações levam ao surgimento de uma nova configuração na qual o organismo estará mais apto a superar desafios semelhantes.

No processo de ganho de massa muscular, os estímulos que afastariam o sistema do equilíbrio poderiam ser causados pelo treinamento de força que em princípio quebraria a homeostase e logo em seguida proporcionaria um novo estado de equilíbrio, isto é, uma musculatura maior, mais forte e mais resistente às lesões, em decorrência justamente das adaptações do organismo ao treinamento. Os princípios que envolvem a hipertrofia estão em diversos elementos e poderiam ser facilmente descritos por intermédio de frases como “aquilo que não me mata me faz mais forte” do filósofo alemão Nietsche, ou os ditos populares “o que não mata, engorda” e, até mesmo, “o trabalho dignifica o homem”.

Na verdade, o que todas estas frases significam é que os sistemas podem se adaptar às adversidades tornando-se mais capazes de suportar estresses similares no futuro. Segundo o Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Hollanda, hipertrofia é o “aumento volumétrico de um órgão ou parte do organismo, devido ao aumento volumétrico de seus componentes constitutivos”. Aplicando à nossa realidade, podemos afirmar que a hipertrofia muscular é o crescimento do músculo por intermédio do aumento do tamanho de suas fibras. O músculo é composto basicamente de água (75%) e o principal componente orgânico é a proteína (20%).

Sabendo da fundamental importância das proteínas, sua formação e manutenção adquirem um papel primordial no ganho de massa muscular. Em nosso corpo há dois processos constantes, um de construção e outro de degradação dos tecidos, chamados anabolismo e catabolismo respectivamente, e é justamente o resultado do saldo desses processos que determinará a estrutura muscular em um determinado momento. Quando há mais degradação do que construção tecidual, ocorre perda de massa muscular; quando o anabolismo supera o catabolismo, há um aumento do volume dos músculos.

Este processo contínuo de construção e degradação é chamado remodelagem e ocorre de forma relativamente rápida. Guyton e Hall (2003), sugerem que as proteínas contráteis dos músculos pequenos podem ser totalmente substituídas no prazo de até duas semanas. Entretanto, para que o anabolismo supere o catabolismo, os músculos devem receber constantemente estímulos que favoreçam o aumento da massa muscular.

Neste sentido, os exercícios com sobrecarga e uma dieta que forneça os nutrientes necessários devem ser realizados continuamente. Da mesma forma que o treinamento de força pode causar hipertrofia, a falta dele leva a perda de massa muscular. O nosso organismo sempre fará o possível para gastar menos energia, então se o corpo detectar que não precisa de um músculo mais desenvolvido, que conseqüentemente gasta mais energia, ocorrerá a perda de massa muscular até o ponto em que manteremos apenas a quantidade de músculo necessária para as atividades que realizamos. Tendo em vista que as atividades modernas têm uma reduzida exigência neuromuscular, é praticamente inevitável isso ocorra.

Treinamento de hipertrofia Apesar do treinamento de força ser cercado de mitos e estereótipos, a ciência mostra o quanto a sua prescrição é complexa e dependente de vários fatores, tais como: intervalo de descanso entre as séries, intervalo entre os treinos, intensidade, número de séries e repetições, velocidade, forma de execução dos exercícios, métodos utilizados e planejamento. Além disso, é muito importante que a estruturação do treino seja ajustada e modificada continuamente com estímulos específicos capazes de favorecer a hipertrofia muscular.

Por isso a participação de um professor de educação física especializado é fundamental, pois comumente encontramos pessoas que praticam musculação há anos e não conseguiram bons resultados. O problema com a maioria dos treinos se resume em treinar muito com pouca ou nenhuma qualidade. Para solucionar esse problema propomos preocupar-se mais com o “como” fazer, do que com o “quanto” fazer. Esta preocupação qualitativa acaba por reduzir a importância de alguns fatores que antes eram supervalorizados como a quantidade de horas que se passa na academia e a quantidade de peso que se levanta em um exercício.

Também deve ser considerado um dos principais fatores que levam as pessoas à não praticar atividades físicas: a falta de tempo. Se levarmos em conta que treinos extensos são menos eficientes, parece contraditório que muitas pessoas insistam em treinos excessivamente longos, passando horas nas academias, tendo em vista que será mais difícil manter a assiduidade com um programa deste tipo e os resultados serão inferiores a programas melhores planejados.

É importante frisar que um dos maiores problemas na ciência do treinamento de força está em estabelecer a quantidade ideal de treino, sempre ouvimos perguntas como: “quantos exercícios devo fazer?” ou “quanto tempo devo passar na academia?”. Invariavelmente a resposta é: “depende”. Apesar de ser impossível estabelecer a série ideal para todas as pessoas em termos quantitativos e qualitativos pode-se ter certeza que o problema com o treino da maioria das pessoas é que elas simplesmente exageram na quantidade e pecam na qualidade.

Atualmente os treinadores mais conscientes e estudiosos manipulam as varáveis de modo que em poucos minutos é fornecido um estímulo eficiente para que a adaptação desejada ocorra. Artigos publicados por Kraemer em 2002, Pollock em 1998 e vários outros pesquisadores mostram que alunos iniciantes obtêm excelentes resultados com apenas uma série, direcionada para os principais grupamentos musculares, repetidas três vezes por semana. A musculação possui inúmeros métodos e diversas formas de controlar as variáveis, dentre todas elas, a última que deve ser usada é o aumento do número de séries e exercícios. Antes disso deve-se sempre tentar melhorar a qualidade do treino. Estes dados estão reforçados no livro específico sobre o tema “Bases Científicas do Treinamento de Hipertrofia”, do Mestre Paulo Gentil, o qual também apresenta uma nova proposta para elaboração de treinos mais eficientes e com menor exigência de tempo.

Um profissional qualificado saberá como e quando usar a estratégia correta para potencializar os resultados. Não podemos esquecer de alertar sobre o mito de que a musculação causa lesões, diversos estudos comprovam que esta atividade é extremamente segura, para homens e mulheres de todas as idades, inclusive para pessoas idosas e frágeis (Fiatarone, 1994). É muito comum a busca por informações em locais inadequados onde se encontra conteúdos cientificamente pobres, embasados em teorias medíocres ou mesmo no senso comum. Não será em algum website, revista ou livro de auto-ajuda que encontraremos a melhor informação, cada treino deve ser feito por um profissional especializado. Cada pessoa tem suas particularidades, que devem ser respeitadas para que haja eficiência no treinamento.

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DEFINIÇÃO MUSCULAR  (músculos / sistema muscular) escrito em sexta 01 maio 2009 14:39

Definição muscular Quando o assunto é estética corporal, é comum o uso de termos como definido, “rasgado”, “trincado” e muito. Possuir um abdômen delineado e um corpo com a aparência atlética é o principal objetivo da grande maioria dos freqüentadores das academias. Infelizmente, muitos recorrem a estratégias não tão saudáveis para o alcance deste objetivo, como as dietas da moda ou a utilização de diuréticos e outras drogas. Lembro que o proposto abaixo foi obtido através de uma revisão bibliográfica atual, com o objetivo de otimizar o controle da gordura corporal subcutânea, procurando sempre manter padrões seguros para a saúde. Atletas de ponta e fisiculturistas seguem recomendações diferentes que, geralmente são incompatíveis com a realidade dos atletas recreacionais e, na grande maioria das vezes, não foram comprovadas com evidências científicas plausíveis. Algumas dicas: 1. Através de uma avaliação física, é possível determinar o quanto de gordura corporal você deseja perder e, se realmente, esse tanto é recomendado. Em média, para homens e mulheres envolvidos com treinamento desportivo, 15% a 7% e 18% a 10% de gordura corporal, respectivamente, são indicados como aceitáveis, tanto a nível estético quanto na manutenção da saúde. Estudos mostram que mulheres atletas competitivas alcançam níveis mais baixos que os apresentados acima, pois um menor percentual de gordura corporal faz com que ele possa desempenhar melhores seus desportos em alguns casos. Mas a restrição calórica somada aos exercícios intensos pode promover uma depleção drástica das reservas de gordura e ocasionar um desequilíbrio hormonal (baixa produção do hormônio estrógeno) e causar a suspensão da menstruação (amenorréia), o que agrava a perda óssea (osteoporose) e dificulta a absorção de vitaminas lipossolúveis (A., D, E e K). Nos homens, percentuais de gordura inferiores a 6% ocasionam um fenômeno chamado giconeogênese, que é a produção de energia através de fontes que não sejam os carboidratos e as gorduras. Infelizmente, o corpo na escassez destes, recorre à proteína muscular (perdendo a massa muscular tão duramente conseguida) para obter a energia necessária para a continuidade da atividade e sobrevivência; 2. Exercício físico é o maior estímulo para a “queima” de gordura. O exercício físico aumenta sua TMR (taxa metabólica em repouso), ou seja, quando você se exercita, seu organismo continua queimando calorias por algumas horas, mesmo descansando. E no repouso o principal substrato energético é a gordura. Se o treinamento for de exercícios resistidos, como a musculação, a queima pós-treino ainda é maior, devido à situação hormonal e enzimática que se forma para evitar a degradação e reparação protéica e repor as reservas de glicogênio utilizadas no exercício (ver Musculação e emagrecimento). Pesquisadores já demonstraram que os exercícios resistidos exigem uma utilização muito mais intensa de oxigênio do que exercícios aeróbios (que são importantes para o sistema cardiovascular e devem sempre existir em uma rotina de treinamento físico, mas como é preconizado por alguns profissionais, não é o “supra-sumo” na queima de gordura, como mostrado no artigo A verdade sobre aerobios e emagrecimento); 3. A intensidade dos exercícios deve ser levada em consideração: os estudos já mostraram que se exercitando aerobicamente de 20 minutos ou mais, em 50% - 70% da sua freqüência cardíaca máxima, a predominância do substrato energético utilizado é a gordura. Mas, se você utilizar um percentual mais alto (75% acima), queimaria uma porcentagem inferior de gordura, mas em compensação, acabaria queimando mais calorias totais, incluindo mais calorias de gorduras. Nos exercícios resistidos não é diferente. Existem muitos métodos e sistemas de musculação que podem estimular e exigir uma resposta dos seus músculos. Treino em circuito, superséries, tri-séries, diminuição dos intervalos entre as séries/exercícios dentre outros artifícios estão disponíveis com um planejamento correto do treinamento; 4. Alimente-se várias vezes ao dia: o corpo trabalha continuamente buscando o equilíbrio (homeostase). Por isso devemos ajudar o corpo a utilizar esse recurso natural: devemos dividir nossas refeições diárias em 05 – 06 refeições, justamente para que o corpo não procure uma economia energética como ocorre quando ingerirmos 03 refeições diárias ou utilizamos dietas hipocalóricas: o corpo inicialmente queima o mesmo número de calorias, que resultará em perda de peso corporal durante um período. Porém, quando perceber a quebra da homeostase, ele irá ajustar-se para compensar a diminuição na oferta do alimento, diminuindo a TMB (taxa metabólica em repouso). Refeições freqüentes durante o dia evitam a diminuição do metabolismo, contribuindo para a utilização dos nutrientes na produção de energia imediata. Alguns estudos ainda demonstram que, para evitar a diminuição e adaptação do metabolismo e maximizar a absorção dos nutrientes, deve-se calcular a ingestão calórica para um dia e depois a semanal e com esses dados, promover ingestas calóricas diárias diferenciadas, objetivando uma taxa metabólica constante; 5. Reduza a ingestão de gorduras: o organismo trabalha muito mais intensamente queimando carboidratos do que gorduras, ou seja, o efeito térmico ou a energia consumida para metabolizar as gorduras é menor do que a utilizada na queima dos carboidratos. Vinte por cento, ou menos, das calorias totais diárias corresponderiam às gorduras em uma dieta convencional; 6. Adeqüe melhor a ingestão das proteínas: ofereça ao organismo proteínas suficientes para que elas façam seu trabalho: desenvolver e reconstruir os tecidos, principalmente o tecido muscular. Dieta hiperproteica além de ser severa no ponto de vista de manutenção da mesma, promovem desidratação (por isso que as pessoas ficam maravilhadas com o resultados obtidos!), comprometimento da capacidade de permanecer contraindo o músculo durante determinado tempo sem que ocorra a fadiga e a sobrecarga do sistema renal (devido a desidratação provocada). Mesmo assim, é consenso que para perder gordura e manter a massa muscular intacta, deve-se ingerir 1,6 – 2,0 grama/kg/dia de proteínas, o que eqüivale a 15% a 25% das calorias diárias totais (veja Ingestão de proteínas); 7. Não corte os carboidratos: os carboidratos são responsáveis para que ocorram reações bioquímicas envolvidas com o metabolismo das gorduras, poupam as proteínas de serem utilizadas como substrato energético e reabastecem o corpo com glicogênio, que são armazenados nos músculos e no fígado e oferecem energia para as contrações musculares. 08 – 10 gramas/kg/dia são recomendadas (60% - 70% das calorias totais diárias); 8. Evite as calorias vazias: alimentos açucarados, fritos e álcool devem ser evitados por não oferecerem nutrientes de qualidade para a construção de um corpo definido e forte. 9. O uso de suplementos deve ser pensado com cuidado: existem poucas evidências a respeito de suplementos que possam realmente ajudar na queima de gordura. Desenvolva hábitos saudáveis com nutrição e exercícios físicos e evite modismos. Suplementos devem ser utilizados quando existe carência de nutrientes. Existem muitas outras técnicas sendo utilizadas, mas existe um ponto em que todos os estudos bem dirigidos convergem: 0,5 – 1 kg/semana é a faixa saudável para a perda de peso corporal, sem atrapalhar o desempenho desportivo e rotineiro do indivíduo. Procure um nutricionista para adequar de forma correta sua nutrição e um profissional de Educação Física para a elaboração de exercícios físicos que o auxiliem ao alcance da definição muscular. Os resultados dependem somente da determinação pessoal: VOCÊ é quem determina o sucesso!! BONS TREINOS!!! REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BOMPA, T. O & CORNACCHIA, L. J. 2000 - Treinamento de força consciente - 1° edição brasileira. Phorte Editora. Págs. 205 - 223. KLEINER, S. M. & GREENWOOD-ROBINSON, M. 2002 - Nutrição para o treinamento de força - 1° edição brasileira. Editora Manole. Págs. 153 – 173. STEEN, S. N. 2001 – Perca gordura com segurança – Gatorade Sports Science Institute SCHWARZENNEGER, A.& DOBBINS, B. – 2001 – Enciclopédia de fisiculturismo e musculação - 2° edição. Artmed Editora. Págs. 731 – 747 WALBERG-RANKIN, J. – 2001 – Elimine a gordura conservando os músculos. Gatorade Sports Science Intitute.

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MÚSCULOS  (músculos / sistema muscular) escrito em segunda 20 abril 2009 23:53

Músculos

Como Funcionam os Músculos

Músculos

Para que um músculo, esquelético ou visceral, se ponha em ação, isto é, se contraia, deve ser excitado.

Experimentalmente o músculo responde a diversos tipos de excitação:

excitações mecânicas, como são as determinadas por uma pancada, uma picada, um esmagamento etc.;
excitaçoes térmicas, como o aumento de temperatura;

excitações elétricas; este tipo de excitação é o ideal porque o experimentador pode fazer variar a intensidade e o grau de excitabilidade do próprio músculo.


No ser vivo, a excitação chega ao músculo através dos nervos motores.

O músculo excitado responde ao estímulo contraindo-se. A contratibilidade é a característica essencial do músculo. O músculo excitado se deforma, se encolhe, aumenta de espessura, mas o seu volume total não muda.

Diversa é a contração nos músculos estriados e nos músculos lisos. Os primeiros se contraem muito mais rapidamente do que os segundos. Uma vez contraído, o músculo se afrouxa, voltando à sua forma primitiva. O músculo é, portanto, dotado de elasticidade. Isto se pode constatar distendendo um músculo pelas suas extremidades: observa-se que o músculo retorna ao seu primitivo comprimento uma vez cessada a tração, com a condição de que esta não tenha sido muito forte ou muito violenta.

A elasticidade do músculo é indispensável. O músculo deve, na verdade, voltar à sua forma primitiva para poder contrair-se de novo. Além disso, nos músculos considerados antagônicos, isto é, que desempenham funções opostas, têm lugar, contemporaneamente, dois fenômenos contrários: quando um deles se contrai o outro se afrouxa.

Assim, quando dobramos o antebraço sobre o braço, temos a contração do bíceps e, ao mesmo tempo, o afrouxamento do tríceps, o músculo antagônico.

Contraindo-se, os músculos esqueléticos agem sobre os ossos, que constituem verdadeiras "alavancas". Quando levantamos um peso com a mão, dobrando o cotovelo, o antebraço constitui a alavanca, a articulação do cotovelo é o ponto de apoio, a força desenvolvida pelos bíceps constitui a força motora e o peso a resistência. Os músculos realizam sempre um "trabalho". Em física, define-se o "trabalho" como o produto de uma força pelo deslocamento do ponto de aplicação dessa força. Mas os músculos realizam um trabalho mesmo sem deslocamento das alavancas ósseas.

Para manter na respectiva posição a cabeça, o tronco e os membros, é necessária uma harmônica contração de diversos grupos musculares. A manutenção da posição ereta é, sob este ponto de vista, qualquer coisa de maravilhoso, porque a base da figura constituída pelo corpo humano é muito pequena e o centro de gravidade está situado muito no alto. O corpo tende a cair ora para diante e ora para trás, tanto para a direita como para a esquerda; apesar da nossa aparente imobilidade, somos constrangidos, para evitar a queda, a contrair, de momento a momento e no tempo oportuno, diversos grupos musculares. Que tudo impõe trabalho muscular fica demonstrado pelo fato que basta perder, mesmo por um único instante, a consciência, para cair no chão.

O trabalho necessário para manter o equilíbrio se chama "trabalho estático" e é comparado ao trabalho fornecido pelo músculo para manter um peso a uma determinada altura.

Mesmo os músculos viscerais realizam um trabalho. Calculou-se que o trabalho fornecido cada dia pelo coração é equivalente ao de uma máquina que levantasse 27.200 quilos à altura de um metro. É fácil deduzir daí qual possa ser o trabalho produzido pelo estômago e pelo intestino que devem fazer caminhar o alimento neles contido e obrigá-lo a caminhar para a extremidade terminal do tubo digestivo.

O trabalho de um músculo depende da força que desenvolve e, portanto, do seu volume, que, por sua vez, está em relação com o número de fibras que o forma.

Enquanto desenvolve o seu trabalho, o "músculo produz calor. Fazendo ginástica, como todos podem constatar, há aquecimento do corpo. A temperatura de um ciclista, durante uma corrida, pode elevar-se até 39-40°C. Em estado de atividade, os músculos produzem 60% do calor do nosso corpo. Por esse motivo, com o fim de combater o frio, aconselha-se o movimento. Um meio para evitar o congelamento durante os descansos forçados dos alpinistas é justamente o de fazer movlmentos energlcos.

Naturalmente, para que funcione, o músculo tem necessidade de ser nutrido. As substâncias nutritivas que o músculo consome são essencialmente os açúcares e as graxas. Os músculos podem, no entanto, utilizar-se da própria substância de que são formados, isto é, das proteínas. Os músculos consomem muito oxígênio e é por isso que são ricamente vascularizados.

Os alimentos consumidos pelos músculos produzem energia; uma parte desta energia é transformada em energia mecânica, e outra em calor. Os produtos de rejeição do músculo são anidrido carbônico e ácido lático. O ácido lático forma-se em grande quantidade no decurso de exercícios físicos muito intensos e de longa duração. Ele se acumula no interior do músculo e provoca a coagulação da matéria de que é constituído, resultando daí uma diminuição da elasticidade e seu enrijecimento.

O ácido lático é ainda responsável pela fadiga muscular. Durante o repouso, o músculo, recebendo uma quantidade suficiente de oxigênio, queima pouco a pouco o ácido lático e volta às primitivas condições.

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Músculos

Músculos

Como funcionam os músculos

Temos mais de 400 músculos em nosso corpo. Eles são os motores vivos que proporcionam movimento ativo aos músculos articulados como também mantém a nossa postura sendo condicionados de acordo com a utilização que damos eles. Da medula espinhal sai um prolongamento do nervo em direção a cada célula muscular, formando a unidade motora. A propriedade mais importante de um músculo é desenvolver tensão, e isto ocorre constantemente, mesmo se estivermos em repouso.

Os tendões e os ligamentos, diferente dos músculos que tem capacidade de se contrair e gerar tensão, são estruturas mais fibrosas. Os tendões saem dos músculos e se ligam aos ossos produzindo movimento. Os ligamentos são tecidos fibrosos que unem um osso ao outro dando sustentação às articulações. Eles não produzem movimento. Tanto os tendões como os ligamentos estão aderidos aos ossos de maneira sólida e profunda, que muitas vezes lesões traumáticas graves não são capazes de rompe-las.

Tipos de lesões musculares: as distenções musculares são resultados de superestiramento e podem ser crônicas quando se desenvolvem pôr um período longo de tempo acarretando fadiga, espasmo muscular, inflamação (dor, calor, vermelhidão), é sempre algum tipo de lesão do tecido muscular. As distenções podem ser agudas, resultante de um choque violento ao músculo, geralmente um que atue em duas articulações, ocorrendo quando o músculo em contração é forçado a se estirar. Esta distenção pode ser leve com poucos danos aos tecidos ou pode também ser muito intensa chegando a ocorrer até lesão total de um músculo. Dependendo da intensidade vai ocorrer algum tipo de sangramento e espasmo muscular. Cabe acrescentar que uma distenção leve mal tratada pode naturalmente evoluir para uma forma mais grave ou para uma forma aguda.

É importante salientar que em uma distenção sempre há lesão muscular de algum tipo, e que dependendo da intensidade, será definido o tratamento, e que ao lesar-se um músculo, tendão ou ligamento, a reparação nunca é a mesma, gerando alguma perda em elasticidade, contractilidade e de performance. Portanto o importante é prevenir as lesões e quando vierem trata-las adequadamente. O grau de dor, edema, e perda de função são determinados pelo grau da lesão. A dor será maior no estiramento passivo e na contração ativa. Os objetivos do tratamento são eliminar a dor e o espasmo muscular, restabelecer a função e ajudar na reparação dos tecidos lesados.

Fonte: www.ativo.com

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Tecidos musculares

O tecido muscular é constituído por células alongadas, altamente especializadas e de capacidade contrátil denominadas fibras musculares. A capacidade de contraçãodas fibras é que proporciona os movimentosa dos membros, vas vísceras e de outras estruturas do organismo.

As células (fibras) musculares têm nomes específicos para as suas estruturas. Assim, a membrana plasmática é denominada sarcolema, enquanto o citoplasma é chamado de sarcoplasma.

Tipos de tecido muscular

Existem três tipos de tecido muscular: liso, estriado esquelético e estriado cardíaco.

Tecido muscular liso. É constituído por fibras fusiformes dotadas de um núcleo alongado e central. Essas fibras, de contração lenta e involuntária, ocorrem organizando: os músculos eretores do pêlo (na pele); a musculatura do tupo digestivo (esôfago, estômago e intestino), da bexiga, do útero e dos vasos sanguíneos.

Tecido muscular estriado esquelético. Tem fibras cilíndricas, com centenas de núcleos periféricos. Essas fibras organizam os músculos esqueléticos, assim denominados por se acharem inseridos no arcabouço esquelético através dos tendões. A contração desse tipo é rápida e voluntária, como acontece com o bíceps e o tríceps, músculos do braço.

Tecido muscular estriado cardíaco. De contração rápida e involuntária, esse tecido muscular constitui-se de fibras com um ou dois núcleos centrais. Essas fibras organizam o músculo do coração (miocárdio). Entre uma fibra e outra verifica-se a presença de discos intercalares, membranas que promovem a separação entre as células.

a) Estrutura do músculo estriado

A fibra muscular estriada é envolvida por uma bainha de tecido conjuntivo denominada endomísio. Um aglomerado de fibras forma um feixe muscular. Cada feixe acha-se envolvido por outra bainha de tecido conjuntivo chamado perimísio. O conjunto de feixes constitui o músculo, que, também, se acha envolvido por uma bainha conjuntiva denominada epimisio

Mecanismo contrátil

As fibras musculares são dotadas de inúmeroas miofibras contráteis constituídas basicamente por dois tipos de proteínas: actina e miosina.

Na musculatura lisa, as miofibrilas são muito finas e não se organizam em feixes, de maineira que são dificilmente observadas. Assim, o sarcoplasma apresenta-se com aspecto homogêneo, sem estrias. è por isso que as fibras desse músculo são denominadas lisas.

Na musculatura estriada, as miofibrilas organizam-se em feixes, delimitando um intercalamento de faixas claras e escuras, o que confere à fibra um aspecto estriado. Descrevemos a seguir a estrutura de uma fibra muscular estriada. Acompanhe a descrição pelo esquema da figura 3.5

A fibra estriada é constituída por inúmeros miofribilas contráteis, entre as quais pode-se observar a presença de inumerosas mitocôndrias.

Cada miofribila apresenta faixas claras e escuras, de maneira alternada. as faixas claras (faixas I) apresentam no seu centro uma estria mais escura (estria Z). As faixas escuras (faixas A) são maiores e apresentam na região central uma zona mais clara (estria H).

O conteúdo existente entre duas estrias Z é denominada sarcômero. Inseridos na estria Z, encontram-se filamentos delicados contituídos da proteína actina. Esses filamentos terminam ao redor da estria H. Intercalados aos filamentos de actina estão os filamentos grossos, constituídos da proteína miosina.

Na faixa A existem filamentos de actina e miosina, determinando uma faixa mais densa, o que justifica a coloração escura, quando se observa a fibra ao microscópio óptico. Na estria H, um pouco mais clara, não existe actina.

A faixa I é constituída apenas pelos filamentos finos de actina, daí sua coloração clara (é uma região pouco densa). A estria Z é uma região de condensação de proteínas.

Quando a fibra muscular se contrai, os filamentos finos de actina deslizam sobre os filamentos grossos de miosina. Dessa maneira, a faixa I diminui (podendo até desaparecer); a estria H também diminui e pode desaparecer, embora a faixa A não se altere. É evidente que, na fibra contraída, as estrias Z se aproximam, o que determina o encurtamento do sarcômero. Como o sarcômero é a menor porção da fibra capaz de sofrer contração (encurtamento), é considerado a unidade contrátil da fibra muscular.

O mecanismo de deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina é conhecido como Teoria dos Filamentos Interdigitados Deslizantes.

a) A energia para a contração muscular

Sabemos que os músculos armazenam glicogênio. Através do mecanismo respiratório, as moléculas de glicose prevenientes do glicogênio liberam energia para a síntese de ATP. A energia liberada pelo ATP permite o deslizamento da actina sobre a contração muscular.

O estoque de Atp nas fibras musculares é, porém, limitado. Quando a atividade muscular é intensa, esse estoque é rapidamente consumido e, nessas condições, a energia oriunda do mecanismo respiratório não consegue, normalmente, restaurar as moléculas de ATP.

Ocorre, no entanto, que a fibra muscular contém grandes quantidades de uma substância orgânica denominada creatina, capaz de ser fosforilada e amarzenar fosfatos de alta energia para o ADP, permitindo a rápid formação ne novas moléculas de ATP. Quando o músculo se encontra em repouso, o mecanismo respiratório fornece energia, permitindo a formação de novas moléculas de creatina-fosfato.

Considerando o mecanismo contrátil, podemos concluir as seguintes funções para as substâncias citadas abaixo:

  • glicogênio - Fonte primária de energia para a contração
  • ATP - fonte imediata de energia para a contração
  • Creatina-fosfato - reservatório de energia química para a contração.

Fonte: aafronio.vilabol.uol.com.br

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Músculo esquelético

Os músculos esqueléticos ou músculos estriados, já que apresentam estriações em suas fibras. São os responsáveis pelos movimentos voluntários; estes músculos se inserem nos ossos e nas cartilagens e contribuem, com a pele e o esqueleto, para formar o invólucro exterior do corpo.

A maioria dos músculos está presa ao esqueleto, junto a articulações, abrindo-as e fechando-as. Nas articulações, esses músculos são presos a ossos por meio de tendões, que são cordões de tecido conjuntivo. Quando os tendões são chatos e largos, e não possuem a forma de cordão, recebem o nome de aponeuroses (ou aponevroses).

Os músculos constituem aquilo que vulgarmente se chama a "carne". São formados por células bastante compridas e polinucleadas, com núcleos localizados sob o sarcolema. Geralmente, estão cercadas de tecido conjuntivo, que une umas as outras e transmitem a força produzida pelos músculos aos ossos, ligamentos e outros órgãos executores de movimento.

O músculo esquelético integral, como o bíceps, que é observável e palpável, consiste de vários tipos de tecido. Cada músculo compreende fibras ou células musculares longas, delgadas, cilíndricas que se estendem por todo o seu comprimento. Assim, essas células podem ser muito mais longas. Cada célula ou fibra muscular multinucleada é conectada às células musculares paralelas e circundada por uma camada de tecido conjuntivo denominada endomísio. Tais fibras são, então, agrupadas em feixes mantidos juntos por outra camada de tecido conjuntivo, denominada perimísio. Esse grupo revestido ou feixe de fibras é denominado um fascículo. Os grupos de fascículos, feixe de fibras, cada qual com vasos sangüíneos e tecido nervoso associados, são mantidos bem unidos por outra camada de tecido conjuntivo denominada epimísio.

Os facículos circundados por epimísio, que percorrem todo o comprimento do músculo esquelético, são então completamente circundados por um tecido conjuntivo importante denominado fáscia. A fáscia é um tecido conjuntivo resistente, denso e forte que recobre todo o músculo e, então, estende-se além do músculo em si, para se tornar o tendão fibroso. A fáscia é a fusão de todas as três camadas internas de tecido conjuntivo do músculo esquelético. A fáscia separa os músculos uns dos outros, permite o movimento sem atrito e forma o tendão como o qual o músculo é conectado ao osso. Isoladamente, cada uma das fibras é uma célula alongada. Cada uma dessas fibras musculares esqueléticas é formada por fibras menores chamadas miofibrilas, que são constituídas por dois tipos de filamento: os delgados e os grossos.

Na realidade, os músculos esqueléticos estão dispostos em camadas que vão das mais superficiais às mais profundas e em direções variáveis. Quando o músculo está relaxado, os filamentos delgados e grossos presentes estão apenas ligeiramente sobrepostos. Com a contração muscular, os filamentos grossos se interpõem acentuadamente sobre os delgados. esse mecanismo encurta as miofibrilas e, conseqüentemente, toda a célula muscular. Portanto, quanto mais curtas as células musculares estiverem, maior será a intensidade da contração do músculo como um todo. O papel dessas células nervosas é transmitir estímulos para a contração da fibra muscular através de impulsos nervosos. Chama-se sinapse ou junção neuromuscular o espaço de comunicação entre esses dois tipos de célula.

Também possui três propriedades principais: a elasticidade (distensão), a contratilidade (contração) e a tonicidade (tônus).

A contração muscular esquelética acontece quando há uma interação das proteínas contráteis de actina e miosina, que ocorre na presença de íons de cálcio intracelulares e energia. A disponibilidade de energia para a contração vem por meio da hidrólise de ATP, e o cálcio é liberado pelo retículo sarcoplasmático(RS) quando estimulado pela despolarização. A ligação de um impulso neural gerado no sistema nervoso central a uma contração muscular esquelética distante é denominada acoplamento excitação-contração. A função do cálcio no músculo esquelético é expor um sítio de ligação da miosina na proteína actina. A contração muscular pára através do impulso nervoso na placa motora terminal ou junção neuromuscular. Quando o impulso é interrompido, o sinal para liberar o cálcio é removido e não mais liberado.

Existe a Lei do tudo ou nada, ou seja, quando qualquer fibra é estimulada até o seu limite, uma resposta contrátil completa é desencadeada. Se o estímulo é menor que o limiar, não ocorre resposta contrátil. Para qualquer dada fibra, ela se contrai completamente ou não se contrai de todo. tônus Estado de tensão elástica (contracção ligeira) que apresenta o músculo em repouso, e que lhe permite iniciar a contracção imediatamente depois de receber o impulso dos centros nervosos. Num estado de relaxamento completo (sem tónus), o músculo levaria mais tempo a iniciar a contracção.

Fonte: pt.wikipedia.org

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MÚSCULOS  (músculos / sistema muscular) escrito em segunda 20 abril 2009 23:51

Músculos

São responsáveis pelos movimentos do corpo. São constituídos por células alongadas (denominadas de fibras musculares) caracterizadas pela presença de grande quantidade de filamentos citoplasmáticos específicos. As células musculares apresentam grande desenvolvimento da função contratilidade e, em menor grau da condutibilidade. Esta especialização envolve alongamento das células, no sentido do eixo da contração, razão pela qual são comumente ditas fibras musculares.

Por serem altamente especializadas, seus componentes recebem denominações específicas:

Membrana citoplasmática = sarcolema

Citoplasma = sarcoplasma

Fibras contráteis citoplamáticas = miofibrilas

Retículo endoplasmático = retículo sarcoplasmático

Mitocôndrias = sarcossoma.

ORIGEM EMBRIOLÓGICA

As células musculares têm origem mesodérmica e sua diferenciação ocorre devido a um processo de alongamento gradativo com simultânea síntese de proteínas filamentosas.

CARACTERÍSTICAS AO ESTUDO HISTOLÓGICO

Em cortes histológicos, costumeiramente corados com Hematoxilina e Eosina (HE), os tecidos musculares destacam-se como campos eosinofílicos brilhantes de células intimamente aglomeradas.

Cortadas longitudinalmente a seus eixos maiores: são longos bastões ou fusos;

Cortadas transversalmente: apresentam-se circulares

O seccionamento ao acaso, mais comum, normalmente cortes oblíquos: produz diversos perfis de natureza elíptica.

IV. DIFERENÇAS ENTRE FIBRA MUSCULAR E FIBRA DO TECIDO CONJUNTIVO

A principal diferença é o fato da fibra muscular ser uma célula, enquanto a fibra do tecido conjuntivo ser uma estrutura protéica constituída, normalmente, por um tipo principal de proteína.

CLASSIFICAÇÃO

De acordo com as características morfológicas e funcionais distinguimos nos mamíferos três tipos de tecido muscular: MUSCULAR ESTRIADO OU ESQUELÉTICO; MUSCULAR ESTRIADO CARDÍACO e MUSCULAR LISO.

TECIDO MUSCULAR ESTRIADO OU ESQUELÉTICO

O tecido muscular esquelético é formado por células alongadas, de forma cilíndrica, multinucleadas (sincício – cada célula possui muitos núcleos, a maioria dos quais está localizado perifericamente dentro da célula), variam de 10 a 120 micrômetros (mm) de diâmetro, e muitas vezes estendem-se em todo o comprimento de um músculo (40 cm). O nome estriado deriva do aspecto de estriações transversais observadas ao microscópio óptico. Também recebe o nome de músculo esquelético porque está geralmente inserido em ossos e é responsável pelos movimentos articulares.

As células do tecido muscular recebem a denominação específica de fibra, apresentam vários núcleos periféricos e o seu citoplasma apresenta-se preenchido por fibrilas paralelas, são as miofibrilas.

As fibras musculares são envolvidas por uma membrana de tecido conjuntivo que é denominada de endomísio. As fibras se agrupam em feixes que são envolvidas pelo perimísio formando os fascículos, e estes agrupados formam o músculo, que também é envolvido por uma membrana de tecido conjuntivo denominada de epimísio. O tecido conjuntivo desempenha importantes papéis na estrutura do músculo estriado, primeiro por manter as fibras unidas, permitindo que a força de contração gerada por cada fibra atue sobre o músculo inteiro; segundo por permitir que a força de contração do músculo atue sobre outras estruturas como tendões, ligamentos, aponeuroses, periósteo, etc.

A contração das fibras musculares estriadas é voluntária e rápida.

Estrutura microscópica das células musculares

Filamentos contráteis (miofibrilas)

Essas estruturas são cilíndricas, apresentam um diâmetro de 1 a 2 mm e correm longitudinalmente à fibra muscular, preenchendo quase completamente o seu interior. Ao microscópio óptico aparecem com estriações transversais pela alternância de faixas claras e escuras.

As miofibrilas são compostas por filamentos protéicos (miofilamentos). São nas miofibrilas que encontramos as unidades contráteis do músculo (os sarcômeros) que são estruturas localizadas entre duas linhas Z consecutivas.

Analisando a ultra-estrutura de um sarcômero veremos que este é formado basicamente por proteínas que se arranjam em filamentos de forma simétrica e paralela. Notam-se filamentos mais finos (formado por actina, tropomiosina e troponina) e filamentos mais grossos (formado por miosina).

Entre duas linhas Z consecutivas temos um sarcômero, este apresenta discos ou regiões ou faixas anisotrópicas (faixas A) e isotrópicas (faixas I). Em um sarcômero em repouso encontra-se miofilamentos de actina (os mais finos) com suas extremidades ligadas às linhas Z e as outra livres, enquanto que os miofilamentos de miosina se encontram “livres”. As faixas I são aquelas que só se encontram miofilamentos de actina e nas faixas A encontram-se tanto miofilamentos de miosina como de actina. No entanto, nessa faixa A há uma linha clara, é a linha H, que é justamente formada por miosina. Esta some no momento da contração da miofibrila, uma vez que haverá uma interdigitação dos miofilamentos de actina.

Retículo sarcoplasmático

O retículo sarcoplasmático regula especificamente o fluxo de íons de cálcio. O retículo sarcoplasmático consiste de uma rede de cisternas do retículo endoplasmático liso, que envolve grupos de miofilamenos separando-os em feixes cilíndricos. Quando a membrana do retículo sarcoplasmático é despolarizada pelo estímulo nervoso os íons de cálcio concentrados nas cisternas do retículo sarcoplasmático são liberados passivamente e atingem os filamentos finos e grossos da vizinhança, ligando-se à troponina e permitindo a formação de pontes entre a actina e a miosina. Quando cessa a despolarização, o retículo sarcoplasmático por processo ativo transporta novamente o cálcio para dentro das cisternas, o que interrompe a atividade contrátil.

Túbulos transversais (Sistema T)

O sistema T é responsável pela contração uniforme de cada fibra muscular esquelética. Ele é constituído por uma rede complexa de invaginações tubulares do sarcolema, cujos ramos vão envolver ambas as junções A-I de cada sarcômero.

Em cada lado de cada túbulo T existe uma expansão ou cisterna terminal do retículo sarcoplasmático (Túbulos L). Este complexo especializado formado de um túbulo T e duas expansões do retículo sarcoplasmático, é conhecido como tríade.

Inervação

A contração normal das fibras esqueléticas é comandada por nervos motores. Estes nervos ramificam-se dentro do tecido conjuntivo do perimísio, onde cada nervo origina numerosas terminações.

A placa motora ou junção mioneural é o local no qual o nervo se insere numa depressão da superfície da fibra muscular, aqui o nervo perde a bainha de mielina e o axônio é recoberto por uma delgada camada de citoplasma das células de Schwann. O terminal axônico apresenta numerosas mitocôndrias e vesículas sinápticas. Estas contêm o neurotransmissor acetilcolina.

Quando uma fibra do nervo motor dispara (impulso nervoso), o terminal axônico libera acetilcolina, que se difunde através da fenda sináptica e da placa motora e vai se prender a receptores específicos situados no sarcolema das dobras juncionais. A ligação com o neurotransmissor faz o sarcolema ficar mais permeável ao sódio, o que resulta numa desporalização da membrana.

A repolarização iniciada na placa motora propaga-se ao longo da membrana da fibra muscular e penetra na profundidade da fibra através do sistema de túbulos transversais (T). Em cada tríade o sinal despolarizador passa para o retículo sarcoplasmático e resulta na liberação de cálcio, que inicia o ciclo da contração. Quando a despolarização temina o cálcio é transportado ativamente de volta paras as cisternas do retículo sarcoplasmático e o músculo relaxa.

O excesso de acetilcolina é hidrolisado pela colinesterase presente no interior da fenda sináptica.

Uma fibra nervosa pode inervar uma única fibra muscular ou então se ramificar e inervar 160 ou mais fibra musculares.

O número de unidades motoras acionadas e o tamanho de cada unidade controlam a intensidade da contração do músculo.

O tamanho das unidades motoras em determinado músculo tem relação com a delicadeza de movimentos requerida pelo músculo.

Outros componentes do sarcoplasma

No sarcoplasma encontramos glicogênio em abundância depositado sob a forma de granulação grossa. Funciona com depósito de energia, que é mobilizada durante a contração muscular.

Outro componente do sarcoplasma é a mioglobina, pigmento análogo à hemoglobina. Principal responsável pela cor vermelho-escuro que alguns músculos apresentam. A mioglobina serve de depósito de oxigênio e existe em grande quantidade em animais que normalmente mergulham, como focas e baleias.

Sistema de produção de energia

A célula muscular esquelética é altamente adaptada para a produção de trabalho mecânico descontínuo, usando energia química. Essa energia é acumulada principalmente no ATP e FOSFOCREATINA que são armazenados na célula. Entretanto o glicogênio também pode ser usado como fonte de energia química. Uma pequena parte da sua energia é liberada durante a glicólise, mas a maior parte da energia é produzida durante a oxidação fosforilativa, nas mitocôndrias. Esse processo utiliza o oxigênio do snague ou o oxigênio ligado à mioglobina.

Nos mamíferos, os músculos em repouso utilizam principalmente os ácidos graxos e acetoacetatos circulantes como fonte energética. Quando em grande atividade, metabolizam a glicose, que passa a ser principal fonte de energia.

Histiogênese

A histiogênese do músculo esquelético é diferente da dos outros tipos de músculo. Estudo dos embriões jovens indicam que os primeiros mioblastos do músculo esquelético surgem de uma região específica da cada somito mesodérmico, o miótomo. Daqui, as células destacam-se da massa epitelial e migram para o local futuro músculo. Como a cabeça não possui somitos, os músculos esquléticos dessa região parecem surgir diretamente do mesênquima que migra para o interior da área, ou o neuretoderma.

No início da vida pós-natal do mamífero, o número total eventual de fibras musculares em qualquer músculo bruto é estabelecido e permanece relativamente constante dali em diante.

As fibras dos músculos esqueléticos danificados podem regenerar-se em qualquer estágio da vida, mas, como os demais tecidos musculares, a maior parte do reparo é na forma de tecido conjuntivo.

TECIDO MUSCULAR ESTRIADO CARDÍACO

Esse músculo é constituído por células alongadas que se anastomosam irregularmente. Também apresentam estriações transversais, mas são facilmente diferenciadas das dos músculos esqueléticos por só apresentarem um ou dois núcleos centrais. Um aspecto importante dessa musculatura é o fato de entre as suas células existir linhas transversais fortemente coráveis que aparecem em intervalos irregulares, são os discos intercalares. São junções que aparecem como linhas retas ou exibem um aspecto em escada. Nesses discos encontram-se três especializações juncionais:

A zônula de adesão que serve para ancorar os filamentos de actina dos sarcômeros terminais; os desmossomas que unem as células musculares impedindo que elas se separem sob a atividade contrátil constante do coração e as junções do tipo GAP que se situam nas partes laterais dos discos e são responsáveis pela continuidade iônica entre as células musculares vizinhas.

Apesar de estriado a contração é involuntária e rápida.

Estrutura e função das proteínas contráteis da fibra muscular cardíaca

A estrutura e a função das proteínas contráteis das células musculares cardíacas são praticamente as mesmas do músculo esquelético. No entanto, o sistema T e o retículo sarcoplasmático não são tão bem organizados como no músculo esquelético. As tríades não são tão freqüentes, sendo característico a presença de díades, constituídas por um túbulo T e uma cisterna do retículo sarcoplasmático.

Além de grandes depósitos de glicogênio e de grânulos de lipofuscina, o sarcoplasma cardíaco contém muitas mitocôndrias localizadas próximo a cada pólo do núcleo e também intercaladas entre os miofilamentos.

Nervos e sistema gerador e condutor do impulso no coração

Logo abaixo da camada interna de tecido conjuntivo que reveste o coração, encontramos uma rede de células musculares cardíacas modificadas, acoladas à parede muscular do órgão: elas têm importante papel na geração e condução do estímulo cardíaco, de tal modo que as contrações dos átrios e ventrículos ocorrem em determinada seqüência. São as fibras de Purkinje.

Não existem no coração terminações nervosas comparáveis à placa motora do músculo esquelético, no entanto o coração recebe nervos tanto do sistema simpático como do parassimpático, que formam plexos na base do coração.

As células musculares cardíacas são capazes de autoestimulação, independentemente do impulso nervoso.

O sistema nervoso exerce no coração uma ação reguladora, adaptando o ritmo cardíaco às necessidades do organismo como um todo.

Histiogênese do músculo cardíaco

Todo o tecido muscular, exceto possivelmente o da cabeça, surge do mesoderma.

O músculo cardíaco, o primeiro a diferenciar-se, é uma modificação direta da camada mesodérmica epitelial da esplancnopleura.

Em sua maior parte, a capacidade do músculo cardíaco para se dividir é perdida em algum momento durante o período de crescimento inicial. O aumento da parede cardíaca durante as insuficiências cardíacas de qualquer causa é essencialmente um aumento das células do músculo cardíaco existente (hipertrofia), em vez do aumento do número de células (hiperplasia).

A reparação de cortes no tecido muscular cardíaco é feita pela proliferação de tecido conjuntivo.

C. TECIDO MUSCULAR LISO

O tecido muscular liso é formado por células longas fusiformes, que podem medir de 5 a 10 mm de diâmetro por 80 a 200 mm de comprimento. Estas células geralmente estão dispostas em camadas, sobretudo nas paredes de órgãos ocos, como tubo digestivo, vasos sanguíneos, etc. Também podem ser encontrados no tecido conjuntivo de certos órgãos como próstata e vesículas seminais e no tecido subcutâneo de certas regiões como o escroto e os mamilos. Podem agrupar-se formando pequenos músculos individualizados (é o caso do músculo eretor dos pêlos), ou então constituindo a maior parte de um órgão, como no útero.

Suas células apresentam apenas um núcleo central e são revestidas e mantidas juntas por uma rede muito delicada de fibras reticulares. Também encontramos no músculo liso vasos e nervos que penetram e se ramificam entre as células.

Em corte transversal o seu aspecto é de um aglomerado de estruturas circulares ou poligonais que podem ocasionalmente apresentar um núcleo central.

Em corte longitudinal percebe-se uma camada de células fusiformes paralelas.

A contração da célula muscular lisa é involuntária e normalmente é lenta.

Estrutura da célula muscular lisa

A célula muscular lisa também é revestida externamente por uma camada de glicoproteína amorfa (glicocálix). Seu plasmalema apresenta, como característica, uma grande quantidade de vesículas de pinocitose em diferentes estágios de formação. Freqüentemente os plasmalemas de duas células adjacentes se aproximam muito formando uniões estreitas, do tipo zônula de oclusão e GAP. Essas estruturas não só participam da transmissão do impulso nervoso de célula para célula, como também mantêm a união entre as células.

Existe um núcleo longo e central por célula. Podemos observar, numa zona justanuclear do sarcoplasma, algumas mitocôndrias, elementos do retículo sarcoplasmático granular e grânulos de glicogênio. Também se encontra presente o aparelho de Golgi, pouco desenvolvido.

A célula muscular lisa apresenta feixes de miofilamentos que se cruzam em todas as direções, formando uma trama tridimensional, não demonstrando, os miofilamentos de actina e miosina, a mesma organização paracristalina encontrada nas fibras estriadas.

No músculo liso é possível uma sobreposição dos filamentos grossos e finos por maior extensão, o que permite grau maior de contração.

Além dos filamentos de actina e de miosina, a célula muscular lisa exibe uma trama de filamentos intermediários que constituem uma espécie de matriz, participando do citoesqueleto.

As células musculares lisas não possuem sistema T e seu retículo sarcoplasmático (regulador do fluxo de cálcio) é extremamente reduzido. As vesículas de pinocitose são numerosas e desempenham um papel importante na entrada e saída do íon cálcio.

Demonstrou-se recentemente que a célula muscular lisa, além de sua capacidade contrátil, pode também sintetizar colágeno do tipo III, fibras elásticas e proteoglicanas.

Existem terminações nervosas no músculo liso, mas o grau de controle ca contração muscular pelo sistema nervoso varia.

O músculo liso recebe fibras do sistema nervoso simpático e do parassimpático e não exibe as junções neuromusculares elaboradas que ocorrem apenas no músculo esquelético.

Histiogênese

Formado a partir do mesoderma, o tecido muscular liso repara-se por si mesmo com formação de cicatrizes semelhantes ao do músculo cardíaco. Os animais adultos mantêm a capacidade de converterem capilares em artérias musculares quando os caminhos normais do fluxo sanguíneo distributivo são interrompidos, provavelmente por diferenciação das células perivasculares primitivas em células musculares lisas.

Fonte: www.cstr.ufcg.edu.br

Músculos

Estrutura e função do músculo esqueletico

A maior parte do corpo humano é formada por músculos esqueléticos, constituindo desta forma cerca de 40 ? 50 % do peso corporal total. Uma das funções mais importantes do músculo esquelético é a capacidade de locomoção e respiração.

Três funções do músculo esquelético são importantes:

1 Geração de força para a locomoção e para respiração

2 Geração de força para sustentação postural

3 Produção de calor durante períodos de exposição ao frio.

Por meio dos tendões os músculos esqueléticos se fixam aos ossos, os músculos esqueléticos se fixam em duas extremidades em uma denominada origem na qual o músculo se une ao osso e não se move, enquanto a outra extremidade esta fixada a um osso (inserção) que se move durante a contração muscular.

O simples fato de piscar a uma corrida em uma maratona depende do funcionamento correto do músculo esquelético, desta forma qualquer atividade física só pode existir por meio da força muscular.

É importante que clínicos, professores de Educação Física e técnicos tenham um bom conhecimento do sistema muscular, para que os mesmos possam planejar adequadamente e conduzir os programas destinados a aumentar a força muscular, a endurance e a flexibilidade, uma vez que os músculos esqueléticos desempenham o papel no esporte o conhecimento aprofundado de suas estruturas tanto microscópica quanto macroscópica é muito importante pois através delas se pode compreender melhor o funcionamento do músculo, como ele se contrai, porque ele se fadiga.

Esse entendimento é importante uma vez que através dele pode se planejar programas de treinamento de força cientificamente justificados.

IRRIGAÇÃO

A irrigação dos músculos é feita ricamente por vasos sanguineos, um complexo de artérias e veias penetram no músculo e saem dele juntamente com os tecidos conjuntivos, dispondo se paralelamente a cada fibra muscular, eles se ramificam repetidamente em numerosas arteríolas capilares e vênulas, formando extensas redes dentro e ao redor do endomísio, por meio deste sistema cada fibra recebe um bom suprimento sanguíneo recém oxigenado proveniente do sistema arterial, processando ao mesmo tempo a remoção dos produtos nocivos tipo dióxido de carbono através do sistema venoso.

A quantidade de sangue que um músculo necessita depende do seu estado de atividade.

No exercício no qual utiliza ? se de uma captação de oxigênio de aproximadamente 4,0L/ min, o consumo de oxigênio aumenta quase 70 vezes chegando a 11 ml por 100g por minuto a fim de que essa demanda de oxigênio seja atendida grande quantidade de sangue são transportadas pelo leito vascular através dos tecidos ativos. Em atividades rítmicas como ciclismo, corrida, o fluxo sanguíneo flutua diminuindo durante a fase de contração dos músculos e aumentando durante a fase de relaxamento dos músculos, o que proporciona uma ordenha facilitadora do fluxo sanguíneo através dos músculos e ajuda a impulsionar o sangue de volta ao coração.

Um músculo ao gerar aproximadamente 60% de sua capacidade geradora de força, o fluxo sanguíneo local é ocluído em virtude da pressão intramuscular elevada. Quando isso ocorre, a energia para o esforço contínuo com uma produção de força quase máxima é gerada pelos fosfatos de alta energia intramusculares e através das reações aeróbicas da glicose.

INERVAÇÃO

Os nervos responsáveis pela inervação de um músculo contêm fibras tanto motoras quanto sensitivas e em geral penetram no músculo juntamente com os vasos sanguíneos. Ramificam ? se e alcançam todas as fibras musculares. Os nervos motores que são estimulados induzem o músculo a se contrair, eles tem sua origem no sistema nervoso central (medula espinhal e cérebro). O ponto onde um nervo motor (axônio) termina sobre uma fibra muscular é conhecido como junção neuromuscular ou placa motora terminal. Os nervos motores que penetram no músculo constituem cerca de 60%. Os nervos sensitivos são o restante com 40%, conduzindo informações sobre dor e orientação à cerca das áreas corporais dos órgãos sensoriais musculares ao sistema nervoso central.

COMPOSIÇÃO ESTRUTURAL DO MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO

A composição do músculo esquelético é feita por diferentes tipos de tecidos tais como células musculares, os tecidos nervos, o sangue e vários tecidos conjuntivos.

A célula muscular é conhecida como fibra muscular, as fibras musculares são envolvidas por um tecido conjuntivo denominado ENDOMÍSIO, uma grande quantidade de células (fibras) musculares estão agrupadas e formam feixes musculares ou fascículos, a camada de tecido conjuntivo que envolve cada fascículo é denominada de PERIMISIO.

A fáscia que envolve todo o músculo, mantendo ? o unido é chamada de EPIMÍSIO.

O afunilamento do epimísio em sua extremidade distal, com a união das bainhas do tecido intramuscular forma o denso e resistente tecido conjuntivo dos tendões.

Os tendões unem as extremidades do músculo à cobertura mais externa do esqueleto (periósteo). Disposto entre as fibras colágenas e os tecidos do tendão há um entrelaçamento o qual forma uma poderosa conexão entre o músculo e o osso cuja separação é extremamente difícil, exceto durante um estresse intenso, quando então pode ser seccionada ou literalmente arrancada do osso.

As fibras musculares não estão em contato direto com o músculo, assim a sobrecarga é suportada inteiramente pelas inserções direta de fibras musculares no osso caso não existisse os tendões provocaria um dano considerável a cada contração muscular. Além dos tendões serem mais rígidos que os músculos eles também são formados por fibras ?sem vida?, são metabolicamente inativas em comparação com o tecido muscular. Um tendão por ser mantido mais resistente que o músculo, mesmo que ele seja pequeno é ela que consegue suportar uma grande tensão gerada por um músculo relativamente grande.

ESTRUTURA DA FIBRA MUSCULAR ESQUELÉTICA

Após o detalhamento das camadas de tecidos que envolvem o músculo esquelético, pode se compreender melhor agora como as fibras musculares estão contidas no músculo. De acordo com POWERS E HOWLEY (2000), cada fibra muscular é um cilindro fino e alongado que possuem o comprimento do músculo.

Para WILMORE E CASHIL (2000), o diâmetro da fibra muscular varia de 10 a 80 micrometros (mm). A fibra muscular é envolvida por uma membrana plasmática chamada de sarcolema. Segundo McARDLE, (1998); ela é fina e elástica e envolve o conteúdo celular da fibra, sua constituição é de membrana plasmática de plasmalena e uma membrana basal.

A membrana plasmática é definida como sendo uma estrutura lipidica de duas camadas cuja principal função é conduzir a onda eletroquímica de despolarização sobre a superfície da fibra muscular, durante o processo de despolarização essa membrana possui capacidade de isolar uma fibra das outras. A membrana basal é composta por proteínas e filamentos de fibras colágenas que permitem a fusão dessa fibra com as fibras colágenas existentes na cobertura externa do tendão.

Colocando ? se entre a membrana plasmática e a membrana basal, existe a célula satélite, que são importantes no crescimento celular regenerativo e na recuperação após a lesão.

O protoplasma aquoso da fibra muscular ou sarcoplasma (também denominado citoplasma), é uma substância gelatinosa que preenche os espaços entre as miofibrilas. O sarcoplasma contém proteínas celulares, organelas miofibrilas, minerais, glicogênio, gorduras dissolvidas, os núcleos (aproximadamente 250 por milímetro de comprimento da fibra), mitocôndria e outras organelas especializadas.

O sarcoplasma difere do citoplasma de outras células pelo fato de nele conter, grande quantidade de glicogênio armazenada, bem como a mioglobina, que é um composto similar à hemoglobina, que liga o oxigênio.

Ainda no interior da fibra muscular encontramos uma rede de canais membranosos (ou rede longitudinal de túbulos), chamada de retículo sarcoplasmático, os canais membranosos tem um trajeto paralelo ao das miofibrilas e formam alças em torno delas. O retículo sarcoplasmático funciona como armazenamento de cálcio o qual é importante na contração muscular.

Os túbulos longitudinais terminam em ambas as extremidades dentro de vesículas às vezes denominadas vesículas externas ou cisternas. Onde fica armazenado o íon Cálcio (Ca ++), ai esta localizado as vesículas externas, ao longo de toda a extensão das miofibrilas este padrão se repete. Uma outra rede de túbulos denominada de túbulos transversos (túbulos T), as vesículas externas de um padrão são separadas daquelas de outro padrão.

Os túbulos T mesmo estando associados funcionalmente ao retículo sarcoplasmático, estão separados dele anatomicamente. Representam extensões ou invaginações da membrana da célula muscular que constituí o sarcolema. As duas vesículas externas e o túbulo T que as separa são conhecidas como tríade.

Não se sabe ao certo qual a função especifica do Reticulo sarcoplasmático e dos túbulos T, mas sabe se que a tríade é importante na contração muscular. A função dos túbulos T é a propagação do impulso nervoso do sarcolema até as porções mais profundas da fibra. As vesículas externas do reticulo guardam grande quantidade de cálcio.

TIPOS DE CONTRAÇÃO MUSCULAR

Um músculo relaxado pode ser estendido até certo comprimento, quando então oferece resistência ao aumento do comprimento. Esta resistência caracteriza a existência de um componente elástico no músculo em repouso. No entanto, quando um músculo é estimulado tetanicamente não se permitindo a mudança de comprimento (contração isométrica), observa-se à situação de tensão máxima.

A tensão varia muito conforme o estado do músculo (relaxado, pouco contraído, muito contraído, contração máxima). No caso de um músculo contraído ao máximo, a velocidade de contração é zero [peso infinito]. Quando diminuímos o peso aplicado ao músculo, existirá um peso no qual a velocidade de contração pode ser observada (mas ainda é mínima e constante). Se o peso for diminuído gradativamente (diminuindo assim a tensão exercida pelo músculo), a velocidade de contração irá aumentando proporcionalmente (peso próximo de zero implica em velocidade de contração máxima).

Na contração isomérica (ou estática), não há alteração do comprimento do músculo, existe a liberação de calor de manutenção. Esta quantidade de calor é proporcional ao tamanho do músculo e corresponde à energia necessária para manter a tensão. Apresenta uma força capaz de ser desenvolvida durante uma tensão muscular voluntária estática. E o desenvolvimento da força ocorre sem movimento articular aparente. É o tipo de contração sem movimento visível articular (embora existam encurtamentos de fibras).A contração isotônica (ou dinâmica) é aquela em que a velocidade é diferente de zero e a tensão é constante.

A produção de calor por um músculo em contração isotônica é proporcional à mudança de comprimento do músculo e não depende da velocidade de contração ou do peso que foi levantado. Os elementos contráteis do músculo são contraídos

.A contração autotônica representa uma combinação das solicitações isométrica com isotônica.Na contração muscular isotônica observa-se uma diminuição no comprimento do sarcômero e os filamentos tendem a se encontrar no centro da banda H. Neste ponto, existe tensão máxima e não há como deslizar mais os filamentos, atingindo uma situação isométrica. No caso da contração isométrica [tetânica], onde não observa diminuição do comprimento do músculo, a energia liberada pelo ATP não pode ser transformada em trabalho devido à incapacidade de deslizar mais os filamentos sobre os outros e há produção de calor, mas não de trabalho. A tensão seria então determinada pelas pontes.

TIPOS DE FIBRAS MUSCULARES PRESENTES NO MÚSCULO ESQUELÉTICO

A fim de desempenhar mais eficientemente as várias funções que o nosso corpo exige, existem três tipos diferentes de fibra muscular. Alguns pesquisadores descreveram mais tipos de fibras musculares, mas para a finalidade deste texto somente as três principais serão discutidas. Cada tipo de fibra possui uma finalidade, sendo a maioria dos músculos uma mistura dos três tipos de fibras, com proporções maiores ou menores de um tipo de fibra muscular.

Fibras do tipo

Apresenta uma coloração vermelha escura, devido à alta concentração de mioglobina (hemoglobina muscular que armazena oxigênio) e mitocôndrias.

É designada de fibra de contração lenta ou oxidativa lenta. Apresentam as latências demoradas, estando adaptadas para contrações lentas, prolongadas e de sustentação postural. Possuem um pequeno diâmetro.

Fibras do tipo II

(Esse grupo é subdividido em Fibras IIA e IIB)

Fibras do tipo IIA De coloração pálida devido a pouca concentração de mioglobinas. Também são chamadas de fibras de contração rápida ou glicolíticas rápidas, possuem um diâmetro maior do que as fibras do tipo I.

As fibras II

A desenvolvem uma força de contração maior e completam uma contração muscular única em menor tempo que as fibras do tipo I, no entanto as fibras do tipo IIA fatigam mais rapidamente do que as do tipo I. - Fibras do tipo IIB O terceiro tipo de fibra é a IIB.

É designada de oxidativo rápido-glicolítico e é intermediário em características tais como cor, número de mitocôndrias e hemoglobinas, tamanho, velocidade de contração e velocidade de fadiga.

Os músculos do tronco e membros humanos contém várias proporções dos três tipos de fibras musculares. Alem disso alguns investigadores sugerem que as proporções de fibras musculares de contração rápida e de contração lenta em um músculo em particular variam de um indivíduo para indivíduo.

A quantidade de fibras do tipo um é maior em um corredor de maratona do que um velocista de 100 metros rasos. Sóleo, gastrocnêmio, bíceps braquial, esternocleidomastóideo, tríceps braquial e orbicular do olho, são respectivamente os músculos com maior proporção de fibras do tipo I.

Cada tipo de atleta, de diferentes modalidades e distâncias, possui a sua proporção ideal dos tipos de fibras musculares para exercer tal modalidade. O treinamento condiciona as fibras e ajudam a alterar a proporção delas caso seja esse o objetivo.

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Músculos

Os músculos esqueléticos constituem-se de milhares de fibras contráteis, individuais e cilíndricas chamadas fibras musculares. Estas fibras são células longas, finas e multinucleadas, possuindo uma membrana chamada sarcolema.
Recobrindo o sarcolema há uma bainha de tecido conjuntivo que se chama endomísio que dá à fibra muscular consistência e proteção.

Dentro do sarcolema existe um protoplasma aquoso especializado, denominado sarcoplasma, que contém proteínas contráteis, enzimas, substratos alimentares, núcleos e organelas especializadas. Há ainda uma rede de túbulos entrelaçados e vesículas designada retículo sarcoplasmático.

As fibras musculares se agrupam em conjuntos de até 150, formando feixes ou fascículos, mantidas juntas por outro envoltório de tecido conjuntivo conhecido como perimísio.

Os fascículos se reúnem formando cada um dos 430 músculos esqueléticos voluntários do corpo humano e que são recobertos por uma fáscia de tecido conjuntivo chamada epimísio.

Nas extremidades proximais e distais do músculo, progressivamente, esta rede intramuscular de tecido conjuntivo vai envolvendo cada vez menos músculo, se afunilando, até se fundir no tecido dos tendões. São estes que vão se inserir no invólucro externo do osso, o periósteo.

Paralelamente à fibra muscular, correm artérias e veias que ao redor, ou dentro do endomísio, garantem a irrigação sangüínea. Sedentários possuem 3 a 4 capilares por fibra muscular, ao passo que nos atletas esta proporção sobe para 5 a 7:1.

Quando o músculo se contrai além de 60% de sua capacidade máxima, o fluxo sangüíneo é diminuído devido à pressão intramuscular. Se a contração é estática máxima, ele é totalmente ocluído.

As fibras musculares se constituem de miofibrilas ou fibrilas que se encontram no sarcoplasma juntamente com os outros constituintes citados.

As miofibrilas são formadas por miofilamentos ou filamentos constituídos por proteínas, basicamente a actina e a miosina, além de tropomiosina, troponina, etc.

As miofibrilas são divididas pelas linhas Z em sarcômeros, que são as unidades contráteis do músculo. As linhas Z aderem ao sarcolema, dando estabilidade ao conjunto e mantendo os filamentos de actina alinhados. Como o sarcolema se prende ai envoltório conjuntivo do músculo (endomísio, perimísio e epimísio) o encurtamento do sarcômero provocará tração nas extremidades do músculo.

A banda I que se prende à estrutura anterior, aparece no microscópio como uma região clara, e é formada exclusivamente de actina. Já a faixa A, mais escura, engloba a região do sarcômero onde estão os filamentos espessos de miosina, troponina e tropomiosina em combinação com a actina ou não.

Circundando as miofibrilas há o retículo sarcoplasmático. Parte deste retículo, os túbulos transversos (ou túbulos T) são anatomicamente separados dele, pois representam invaginações do sarcolema. Associadas aos túbulos T (que se dispõem sobre a linha Z) estão as vesículas externas, ou cisternas de cálcio, formando as tríades.

Ligando duas tríades, com suas extremidades dentro das cisternas, estão os túbulos longitudinais.

O retículo sarcoplasmático terá destacada participação no mecanismo de contração muscular, que ocorrerá com a chegada do estímulo nervoso ao músculo.

No homem existem cerca de 250 milhões de fibras musculares e apenas 420 mil nervos motores; isto obriga cada nervo a se ramificar para que cada fibra estriada receba sua inervação.

De acordo com o tipo de movimento de cada músculo um neurônio inerva aproximadamente 3 mil fibras, ao passo que nos delicados músculos oculares esta proporção cai para 1:10.

Fonte: www.webvestibular.com.br

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