Os benefícios da prática regular de exercícios físicos são
amplamente conhecidos e a luta contra sedentarismo,
comprovadamente, traz frutos positivos no que se refere à qualidade
de vida e à longevidade.
Quem se exercita vive mais e melhor, quando comparado aos
sedentários.
Mas, é seguro fazer exercícios? Devem ser tomadas algumas
precauções antes de iniciar?
Felizmente, as complicações cardiovasculares do tipo infarto do
miocárdio e parada cardíaca, em decorrência da prática de
atividades físicas, são raras e em grande parte evitáveis. A
incidência de morte súbita durante o exercício varia de acordo com
a população estudada. Em atletas em idade escolar a ocorrência é de
1 morte para cada 200.000 atletas; em maratonistas é de 1 morte
para cada 50.000 corredores e na população adulta em geral é de 1
morte para cada 18.000 indivíduos saudáveis. Na esmagadora maioria
das vezes, esse tipo de complicação ocorre em indivíduos já
portadores de doenças cardíacas não diagnosticadas, fazendo com que
uma triagem prévia ao exercício consiga minimizar o número de
complicações . Para você tirar as suas dúvidas e iniciar os seus
exercícios com segurança, a seguir descreveremos duas formas
bastante simples para identificação dos potenciais riscos
cardiovasculares do exercício.
Um questionário muito simples chamado de PAR-Q foi desenvolvido no
Canadá com o objetivo de identificar quem necessita de uma
avaliação médica prévia, antes de iniciar um programa de
exercícios. Esta sigla é derivada das iniciais em inglês de (P)
Physical (A) Activity (R) Readiness (Q) Questionnaire, ou
Questionário de Prontidão para Atividade Física. O questionário, a
seguir, deve ser respondido apenas como SIM ou NÃO.
Alguma vez o seu médico alertou que você é
portador de alguma doença cardíaca e que você deve fazer somente
atividade física supervisionada?
Você sente dor no peito quando faz atividade física?
No último mês você teve dor no peito, quando não estava fazendo
atividade física?
Você apresenta tonturas com freqüência, ou alguma vez já perdeu a
consciência? (Apresentou desmaios?)
Você é portador de algum problema osteoarticular, que lhe
impeça de praticar atividade física?
Você sabe de alguma outra razão pela qual você não deveria praticar
atividade física?
Se a resposta para todas as perguntas foi NÃO, você poderá iniciar
um programa de exercícios físicos de leve a moderados, sem
necessitar de avaliação médica. Caso tenha respondido SIM à alguma
dessas perguntas, é aconselhável uma consulta com seu médico, antes
de iniciar.
Outra forma, um pouco mais detalhada, de identificar os indivíduos
com risco para o exercício, elaborada pelo Colégio Americano de
Medicina Esportiva, é indagando sobre a presença de sintomas ou
sinais sugestivos de doença cardíaca e de fatores de risco para
doença arterial coronariana.
Principais sinais ou sintomas sugestivos de doença
cardiopulmonar
- Dor ou desconforto no peito, pescoço, queixo, braços ou outras áreas que podem ser de natureza
- isquêmicas (ou obstrução nas artérias coronárias)
- Respiração curta em repouso ou com exercício suave
- Vertigem ou desmaio
- Falta de ar parado em pé ou quando inicia abruptamente durante o sono
- Edema de tornozelos
- Palpitação ou taquicardia
- Claudicação intermitente (dor progressiva nas pernas durante a caminhada, que alivia com o repouso, mas volta a doer logo que o exercício é reiniciado)
- Sopro no coração
- Fadiga incomum ou encurtamento da respiração com atividades
- Idade. Homens: 45 anos; mulheres: 55 anos, ou menopausa prematura sem suplementação de estrogênio.
- História familiar. Infarto do miocárdio ou morte súbita antes dos 55 anos do pai ou de outro parente masculino de primeiro grau; ou antes dos 65 anos de idade da mãe ou outro parente de sexo feminino de primeiro grau.
- Fumante habitual
- Hipertensão arterial
- Colesterol elevado. Colesterol total maior que 200md/dl ou HDL
- Diabete melito
- Vida sedentária
Aparentemente Saudáveis
Não apresentam nenhum sinal ou sintoma de doença e referem não mais de 1 fator de risco principal para doença arterial coronariana
Liberação para o exercício ? Os jovens estão liberados para qualquer intensidade de exercício, sem necessitar de avaliação médica prévia. Os idosos devem passar por avaliação médica, somente, se desejarem praticar atividade física intensa (intensidade de exercício que leve à fadiga em menos de 20 minutos)
Em risco aumentado
Apresentam sinais ou sintomas sugestivos de doença, ou dois ou mais fatores de risco principais para doenças arterial coronariana.
Liberação para o exercício ? Nesse grupo de risco, a prática de atividade física intensa sempre deverá ser precedida de avaliação médica. No caso de não haver sintomas sugestivos de doença, as intensidades de exercício leve e moderada (intensidade de exercício que permita que a atividade física possa ser realizada, com conforto, por 60 minutos) podem ser liberadas sem necessitar de avaliação médica prévia.
Com doença conhecida
Indivíduos com problemas médicos graves conhecidos.
Liberação para o exercício ? Qualquer atividade física deve ser precedida de avaliação médica.
Procure identificar em que nível de risco você se encontra. Caso as suas respostas indiquem que você precisa passar por uma avaliação médica inicial, não deixe de consultar o seu médico. Se você já está liberado para começar, não perca tempo e comece logo a usufruir dos benefícios do exercício, respeitando os seus limites.
Isso, certamente, mudará a sua vida.
Dr. Ruy S. Moraes
Formação: Doutor em Cardiologia - Hosp. Clínicas de Porto Alegre-
Especializado em Medicina do Esporte.










Praticar esportes é uma necessidade, faz parte dos
hábitos para uma vida saudável e quem pratica atividade física está
imunologicamente mais forte. Porém, esportes de alto nível,
praticados profissionalmente podem acarretar desequilíbrios
musculares e lesões por repetição.




De acordo
com a pesquisa, a realização de atividades físicas por três
minutos, de forma intensa, tem um efeito significativo sobre a
capacidade do metabolismo de processar os açúcares. Estes efeitos
contribuem para a prevenção de diabetes e doenças
cardiovasculares.

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