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Os alimentos exercem um papel fundamental no dia-a-dia das pessoas
e na garantia de condições ideais de saúde e qualidade de vida. O
ideal é sempre tirar o melhor proveito deles, ou seja, comer bem,
de maneira nutritiva e balanceada, mas sem excessos, escolhendo e
preparando as refeições com baixo teor de gordura.
O conhecimento da relação entre dieta adequada e saúde beneficia a
orientação nutricional. No caso mais específico da obesidade e no
combate ao seu grande vilão, a gordura, é preciso estar bastante
atento quanto à composição dos alimentos e a quantidade diária a
ser ingerida, equilibrando em sua dieta os
macronutrientes
e os
micronutrientes.
Para tanto, é preciso conhecer suas necessidades nutricionais para
assim estabelecer a melhor dieta, seguindo seus hábitos,
preferências e as atividades de rotina.
Uma alimentação balanceada é
o primeiro passo para uma vida saudável.
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Macronutrientes
Os alimentos são a nossa principal
fonte de energia, necessários para o bom funcionamento do organismo
e para a própria manutenção da vida. Alguns nutrientes, os chamados
macronutrientes, devem ser ingeridos em quantidades maiores, na
proporção ideal de 55 a 60% de carboidratos, 25 a 30% de
gorduras e 12% de
proteínas. Podemos
definí-los da seguinte maneira: as proteínas constroem e reparam o
corpo, gorduras e carboidratos são combustíveis.
A digestão é o primeiro passo para
retirar energia dos alimentos. Lembrando que quando falamos em
energia, estamos falando em calorias. Sob esse aspecto, é
importante destacar que o total dessa energia ingerida é resultado
da soma de todo o alimento e os líqüidos com valor calórico que a
pessoa consome ao longo do dia, sem exceção.
Mas os macronutrientes têm valores
calóricos diferentes, como podemos ver abaixo:
| Macronutrientes |
 |
Composição Energética
(kcal/g) |
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| Gorduras |
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9 |
| Carboidratos |
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4 |
| Proteínas |
 |
4 |
| Fibras |
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Essas diferenças se refletem também
quando pensamos no principal causador do excesso de peso. Durante
anos, acreditou-se que os carboidratos (açúcar e amido) estavam
diretamente relacionados à obesidade. Hoje sabemos que essa
premissa não é a mais correta e a gordura vem ser o grande
problema.
A explicação básica é simples. As
calorias dos carboidratos transformam-se rapidamente em energia a
ser consumida pelo organismo, enquanto que as gorduras são usadas
como forma de armazenamento de energia.
Com isso, se consumirmos mais
calorias do que o nosso corpo precisa para satisfazer o requisitado
pela atividade física diária, teremos um acúmulo maior de gorduras
armazenadas, o que é sinônimo de obesidade.
Gorduras
Gorduras, óleos e substâncias
similares são classificados como lipídios, devido às suas
semelhanças em solubilidade. Eles são os macronutrientes
responsáveis por diversas funções importantes para o organismo.
Além de sua função energética, pois liberam maior quantidade de
calorias por grama, as gorduras são também excelentes veículos de
vitaminas lipossolúveis (solúveis em gordura).
Fornecem moléculas fundamentais para
o organismo (prostaglandinas, lipoproteínas e colesterol), são
matérias-primas para síntese de vários hormônios e ácidos graxos
essencias (ou seja, incapazes de serem sintetizados pelo organismo,
necessitando serem introduzidos pela alimentação); incrementam o
paladar dos alimentos e protegem contra variações de temperatura e
contra a excessiva perda de água por transpiração.
Quimicamente os lípídios simples são
ésteres de glicerol, isto é, moléculas constituídas por glicerol --
que é um álcool -- mais ácidos graxos.
Ácido graxo + Glicerol =
Triglicerídio = Lipídio
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Grupo de Alimentos |
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Composição |
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Função |
| |
Óleos, produtos derivados do leite integral
e sementes |
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Ácidos graxos e
glicerol
|
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Fornecer fonte concentrada de energia de
longo prazo |
Classificação das gorduras
Entre as gorduras circulantes no
sangue, as mais importantes são o colesterol e os trigilicérides.
No que se refere ao colesterol, há três tipos diferentes dessa
gordura necessária ao metabolismo do organismo, que é transportada
no sangue pelas proteínas: a lipoproteína HDL, também conhecida
como colesterol benigno porque não provoca as doenças isquêmicas do
coração; a lipoproteína LDL, chamada de colesterol maligno, pelo
motivo contrário ao da anterior; e a VLDL, que é a lipoproteína que
transporta, além do colesterol, grande quantidade de
triglicérides.
Os riscos de doenças isquêmicas do
coração ocorrem quando o nível de colesterol total, ou seja, a soma
das HDL, LDL e VLDL for superior a 200 mg/dl ou o nível de LDL for
maior que 130 mg/dl. A chance de uma pessoa sofrer uma doença
coronariana cresce proporcionalmente à medida que sobem os níveis
de colesterol total e/ou de LDL.
Muitas vezes, o excesso de
colesterol no sangue (hipercolesterolemia) pode ter causas
genéticas. Nesses casos, somente uma dieta alimentar pode não ser
suficiente para normalizar os níveis de colesterol no sangue,
exigindo também a prescrição de medicamentos
específicos.
Precaução
Para manter controle dos níveis de
colesterol é recomendável evitar leite integral, laticínios em
geral, carne de porco e derivados, gema de ovo, carnes gordas,
fígado, miúdos, cacau e guloseimas, além de frutas oleaginosas como
coco e abacate. Somando-se a isso, a prática de exercícios físicos,
visto que eles aumentam a atuação da lipase lipoprotéica, que é a
enzima responsável pelo metabolismo do colesterol.
Triglicérides
Resultado da associação de três
ácidos graxos e do glicerol, os triglicérides são menos
prejudiciais ao coração quando comparados ao colesterol, embora
também devam merecer atenção especial sempre que estiverem em
níveis altos.
As frações aceitas como normais para
os triglicérides no Brasil são de até 200 mg/dl. Se ultrapassar
esse limite, as medidas a serem seguidas são idênticas às adotadas
em situações de níveis altos de colesterol: dietas e exercícios,
além de evitar açúcares (chocolates, doces e refrigerantes) e
derivados de milho (farinhas, batatas e outros).

Digestão e absorção das gorduras
Em linhas
gerais, o processo ocorre da seguinte maneira:
As gorduras
ingeridas com os alimentos passam momentaneamente sem transformação
pelo estômago e é só no duodeno que se transformam em uma fina
emulsão sob a influência da bile, sendo então desagregadas pelas
lipases pancreáticas em glicerol e ácidos graxos. Com isso, os seus
componentes podem atravessar as paredes do intestino, passadas as
quais voltam a transformar-se em gordura e, pelo sangue, chegar ao
fígado.
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Carboidratos
Também conhecidos como hidratos de
carbono, glicídios ou açúcares são considerados alimentos
energéticos, ou seja, destinados a gerar calorias quando queimados
pelo organismo. É o que ocorre, por exemplo, durante os exercícios
físicos.
Quando não aproveitados, os
carboidratos transformam-se em gorduras. Temos:
- os carboidratos simples, também
chamados de monossacarídeos (como a glicose e a frutose), que são
absorvidos diretamente pelo organismo (pelo intestino). Os mais
complexos, como a sacarose (açúcar de cana e da beterraba), a
lactose (do leite), o amido (da batata, trigo e arroz), antes de
serem absorvidos, precisam ser transformados em monossacarídeos,
pela ação de determinados fermentos digestivos.
- alguns carboidratos não são
digeridos nem tampouco absorvidos pelo organismo, como, por
exemplo: a celulose. Juntamente com a lignina e outras substâncias,
constituem as chamadas fibras dietárias ou alimentares,
extremamente úteis em estimular os movimentos peristálticos
intestinais, favorecendo as evacuações. Além de combaterem a prisão
de ventre, auxiliam a diminuir a incidência de doenças ano-retais e
a baixar o teor de colesterol e triglicérides no
sangue.
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Grupo de Alimentos |
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Composição |
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Função |
| |
Complexos
(grãos integrais e raízes) |
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amido |
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Produzir e regenerar tecidos do
corpo |
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Simples
(frutas, açúcar refinado e xaropes) |
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açúcar |
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Fornecer fonte de energia de curto
prazo |
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Não Digeríveis
(vegetais fibrosos, folhas) |
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fibras |
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Laxativa e
anti-lipêmica |
Proteínas
Formadas de aminoácidos alinhados de
ponta a ponta como vagões de trem, as proteínas podem ser vegetais
(hortaliças, leguminosas, féculas, cereias, grãos, levedo, nozes,
cogumelos etc.) e animais (carnes, laticínios, ovos, peixes,
crustáceos etc.).
Para serem absorvidas, elas precisam
ser divididas em aminoácidos no intestino delgado, onde são
absorvidos pelas células da parede intestinal e levados pelo sangue
até as células que os utilizam para fabricar suas próprias
proteínas.
Com uma alimentação variada,
proveniente do reino vegetal, é impossível que faltem aminoácidos
essenciais no organismo. Estudos científicos mostram que os
alimentos vegetais não provocam os problemas de saúde causados por
uma alimentação rica em produtos animais.
Libertar-se do mito da necessidade e
da superioridade das proteínas de origem animal representa um passo
importante em direção à saúde e como ferramenta para a perda de
peso. Sem renunciar para sempre à carne e aos produtos animais,
podemos fazer a experiência de substituí-los, durante algum tempo,
por cereais e outros vegetais. Guiando-se pelo seu bem-estar, cada
um vai descobrir a quantidade que pode suportar sem
problemas.
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Grupo de Alimentos |
 |
Composição |
 |
Função |
| |
Carne, peixes,
aves, leite e
derivados, ovos,
feijões e sementes |
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Aminoácidos
|
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Produzir e regenerar
tecidos do corpo
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Micronutrientes
Proteínas, carboidratos e gorduras
são essenciais para a alimentação, mas há outros nutrientes que,
embora sejam consumidos em quantidades menores chamados assim de
micronutrientes, também revelam-se importantes para uma alimentação
equilibrada e saudável, que são as vitaminas e os
minerais.
Se na dieta falta um tipo de
nutriente, você fica desnutrido, sua saúde declina, deixando-o
suscetível a doenças. Vale destacar que muito mais do que buscar no
mercado compostos minerais e vitamínicos que reponham suas
necessidades diárias, o ideal e recomendável é consumir esses
nutrientes da forma como são encontrados na natureza.
Vitaminas
Contribuem para a metabolização da
matéria e da energia e são bastante heterogêneas do ponto de vista
bioquímico e fisiológico. De acordo com a solubilidade, podem ser
divididas em hidrossolúveis (solúveis em água) e lipossolúveis
(solúveis em gordura). As primeiras compreendem as vitaminas C e do
complexo B, enquanto as lipossolúveis são as vitaminas A, D, E e
K.
Fontes principais:
Complexo B
= levedura de cerveja, pólen, arroz integral, gema de ovo,
grãos germinados em geral (particularmente trigo)
Vitamina A
= fígado de peixe, cenoura crua, legumes verdes, abóbora,
mamão e manga
Vitamina C
= legumes e frutas frescas, principalmente laranja, limão,
mamão, caju, goiaba, kiwi e acerola (esta constitui a maior fonte
natural da vitamina)
Vitamina D
= peixes em geral, grãos germinados e gema de
ovo
Vitamina E
= grãos germinados (particularmente trigo), óleo de germe
de trigo, abacate e gema de ovo
Vitamina K
= algas, alfafa, trigo germinado, legumes verdes e gema de
ovo
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Minerais
Sabe-se que a água, proteínas,
gorduras, carboidratos e vitaminas compõem aproximadamente 96% do
organismo, e os 4% restantes são constituídos por minerais. Destes,
21 são essenciais à nutrição humana: cálcio, fósforo, potássio,
enxofre, sódio, cloro, magnésio, ferro, zinco, selênio, manganês,
cobre, iodo, molibdênio, cobalto, cromo, silício, vanádio, níquel,
estanho e flúor.
Alguns minerais presentes no corpo
humano não apresentam função conhecida (ouro, prata, alumínio,
mercúrio, bismuto, gálio, chumbo, antimônio, boro, lítio) e outros
não foram estabelecidos ainda como essenciais, embora, segundo
consta, participem de certas reações biológicas (arsênio, bário,
cádmio, estrôncio, bromo).
É importante salientar que os
minerais essenciais têm funções específicas e indispensáveis, e sua
carência pode levar a quadros graves, como por exemplo, alterações
ósseas e dentárias (flúor), enfraquecimento dos ossos e dentes
(cálcio), anemia perniciosa (cobalto) e outros.
Fontes principais:
Cálcio
= leite e derivados, couve, gergelim, amêndoas e
algas
Cobre
= frutos do mar, algas, frutas secas, alho e
verduras
Cromo
= levedura de cerveja, cereais integrais, cenoura e
ervilha
Enxofre
= repolho, couve, couve-flor, alho, agrião e
cebola
Ferro
= algas, verduras, melado, gema de ovo, beterraba e frutas
secas
Fósforo
= levedura de cerveja, trigo germinado, gema de ovo,
peixe, leite e derivados
Flúor
= sementes de girassol, além de grãos, cereais,
leguminosas e ervas germinados e consumidos em estado de brotos
Iodo
= frutos do mar, algas, vegetais que crescem à beira-mar,
agrião e alho
Magnésio
= frutas secas, verduras, mel e pólen
Potássio
=
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